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SÃO PAULO – Com o clima de aversão ao risco se mantendo no mercado, o dólar comercial segue operando em alta nesta segunda-feira (25), cotado a R$ 2,0734 na compra e R$ 2,0739 na venda – variação positiva de 0,45%. Além dos sinais nada otimistas emitidos pela Europa, os investidores também digerem as novas reduções de estimativas para a economia brasileira.
Segundo a edição semanal do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a mediana das estimativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2012 recuou pela sétima semana consecutiva, indo para 2,18%. Ainda por aqui, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) referente à terceira quadrissemana de junho marcou inflação de 0,16%, enquanto o PIB Mensal da Serasa mostrou estabilidade entre março e abril.
Ainda na pauta econômica brasileira, será divulgada pelo BC a Nota de Mercado Aberto de maio. Por fim, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) apresenta às 15h (horário de Brasília) o resultado da balança comercial referente à última semana.
Cenário internacional
A Espanha segue como a bola da vez dos mercado. Por lá, o ministro de Economia Luis de Guindos apresentou formalmente o pedido de resgate, mas não apresentou nenhum valor. O país acertou no início do mês um empréstimo de até € 100 bilhões, mas no final da última semana a auditoria dos bancos revelou a necessidade de € 62 bilhões. Uma nova data para os detalhes foi marcada, agora 9 de julho.
Também ocorre o encontro de cúpula da União Europeia, marcado para iniciar na quinta-feira e se encerrar na sexta-feira. Mas, depois de tantos encontros sem resoluções concretas – e com o bloqueio da Alemanha para diversas medidas, o clima é de pessimismo.
O noticiário negativo da Europa acaba ofuscando o resultado melhor que o esperado das vendas de casas novas norte-americanas, que totalizaram 369 mil novas residências em maio, contra a média das projeções do mercado, de 350 mil. Contudo, vale ressaltar que grande parte do avanço mensal das vendas é explicada pela revisão baixista no mês de abril, que saiu de 3,3% para -1,2%.