Com IPCA-15 abaixo do esperado e cenário externo ruim, juros futuros caem

Por aqui, investidores avaliam desaceleração do IPCA-15 e taxa de desemprego de maio em patamar mínimo histórico

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SÃO PAULO – Os principais contratos de juros fecharam em queda no mercado futuro da BM&F nesta quinta-feira (21), acentuando as perdas do início da sessão. O dia contou com uma série de indicadores – com destaque para o cenário de recuo da inflação -, além do cenário externo negativo.

Por aqui, o mercado repercutiu o forte recuo do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) do mês de junho. Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador mostrou variação positiva de 0,18%, contra 0,51% do mês anterior. 

De acordo com a Concórdia Corretora, o impacto da redução do IPI sobre os preços dos automóveis já era esperado e foi intensificado por uma política de preços mais agressiva por parte das montadoras, que se encontram com estoques acima da média. Já os alimentos também mantiveram o comportamento esperado, com pressão disseminada por vários cultivos. Essa tendência deve persistir ao longo do mês, com expectativa de diluição gradual somente a partir de julho, acredita o economista da corretora, Flávio Combat.

Em outro relatório, o IBGE informou que a taxa de desemprego ficou em 5,8% em maio – o menor nível desde o início da série histórica da pesquisa mensal de emprego, em março de 2002. 

O resultado sinaliza que o mercado de trabalho segue aquecido, expresso tanto pela população ocupada e formalização quanto em rendimentos reais e massa salarial, afirma a Rosenberg Consultores Associados. Os economistas da consultoria ressaltam que o desempenho é um dos principais pilares de sustentação da demanda interna e deve permanecer forte ao longo do ano de 2012.

“Entretanto, como é sabido, o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir à desaceleração econômica, já em curso. Caso haja agravamento do cenário externo, além do esperado, que certamente impactaria a atividade doméstica, uma piora dos indicadores do mercado de trabalho não seria surpresa”, afirma a consultoria.

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Desaceleração 
No front internacional, sinais de enfraquecimento da recuperação global pesaram sobre os negócios. Desde a véspera, os investidores têm recebido notícias pouco animadoras sobre o desempenho da economia mundial. A série de dados negativos começou na tarde de quarta-feira, quando o Federal Reserve reduziu a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA para este e o próximo ano. 

O anúncio foi feito após o banco central norte-americano decidir manter a taxa básica de juros no patamar mínimo histórico, de zero a 0,25%, e prolongar a chamada “Operação Twist”, que terminaria em junho, para até o final de 2012. 

Dando sequência aos eventos desfavoráveis, o PMI (Purchasing Manager’s Index) de manufatura da China registrou em junho o menor nível em sete meses, de acordo com leitura preliminar do HSBC. O indicador caiu de 48,4 para 48,1 este mês. Qualquer nível abaixo de 50 indica retração.

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No Velho Continente, a agenda econômica não fugiu a regra e também trouxe números fracos. Por lá, o PMI composto da Zona do Euro – uma medida da atividade tanto do setor de serviços quanto da indústria de transformação – ficou estável em 46,0 em junho, segundo prévia publicada pelo Markit. Trata-se do menor nível desde junho de 2009 e do quinto mês consecutivo em que o indicador fica abaixo de 50. 

Contrato de janeiro de 2014 fechou com taxa de 8,05%
O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 8,03%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.

Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram o com vencimento em janeiro de 2013, que registrou taxa de 7,71% e o de janeiro de 2015, com taxa de 8,65%. No fechamento de quarta-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 7,73% e 8,74%, respectivamente.

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A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de juros futuros na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa anter Diferença Contr Neg
 Julho de 2012 8,36 8,34 +0,02 6.610
 Outubro de 2012 7,88 7,88 0,00 8.800
 Janeiro de 2013 7,71 7,73 -0,02 123.434
 Abril de 2013 7,65 7,70 -0,05 4.105
 Julho de 2013 7,69 7,73 -0,04 39.547
 Outubro de 2013 7,84 7,88 -0,04 1.145 
 Janeiro de 2014 8,03 8,08 -0,05 295.715
 Abril de 2014 8,18 8,25 -0,07 5.955
 Julho de 2014 8,33 8,41 -0,08 12.375
 Janeiro de 2015 8,65 8,74 -0,09 55.903
 Abril de 2015 8,86 8,88 -0,02 6