Dólar acentua perdas com formação de fundo de reservas do Brics

Grupo também decidiu sobre o novo aporte de recursos ao FMI, cujo total prometido é de US$ 85 bilhões

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em queda nesta terça-feira (19) apontando desvalorização de 0,99%, cotado a R$ 2,036 na venda, mostrando algum alívio por parte dos investidores.

Ganha destaque nesta tarde a notícia de que os cinco membros dos Brics (formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) concordaram em iniciar um processo de criação de um fundo de reservas internacionais e a possibilidade de assinatura de um acordo de troca de moedas entre si. O anúncio foi feito na véspera pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O grupo também decidiu sobre o novo aporte de recursos ao FMI (Fundo Monetário Internacional) durante o encontro. Em comunicado, o fundo internacional informou que a contribuição individual do Brasil foi de US$ 10 bilhões. A maior injeção de capital do grupo foi feita pela China (US$ 43 bilhões), do total de US$ 85 bilhões.

No front externo, o rendimento exigido pelo mercado para comprar títulos públicos de dez anos da Espanha continua acima do patamar de 7% nesta terça-feira, apesar de apontar recuo na comparação com o pregão anterior. 

No EUA, as atenções se voltam para o primeiro dia de reunião do Fomc (Federal Open Market Comitee), responsável pelas decisões monetárias no país. O mercado espera o anúncio de uma possível medida de relaxamento monetário.

Indicadores
Na agenda de indicadores dessa terça-feira, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) referente a segunda semana de junho, que marcou inflação de 0,25%. Além disso, a FGV (Fundação Getulio Vargas) revelou o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) que na segunda medição de junho registrou taxa de 0,63%.

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Nos Estados Unidos, o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 708 mil imóveis no resultado anualizado de maio, abaixo das expectativas dos analistas de 719 mil novas edificações. Por sua vez, o indicador do número de autorizações para construção de novas casas nos EUA computou 780 mil permissões, resultado superior ao que era projetado pelos analistas do mercado, de 725 mil.