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SÃO PAULO – O dólar encerrou esta quarta-feira (30) em forte alta, voltando a fechar acima dos R$ 2,00, após três dias abaixo desse patamar. O ambiente de maior aversão ao risco, em meio ao desenrolar da crise na Zona do Euro, mostrou seus efeitos sobre o desempenho da divisa norte-americana, levando a uma valorização de 1,47% da moeda, cotada aos R$ 2,0155 na venda.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a recente valorização do dólar tem sido positiva para o Brasil, sendo benigno por não pressionar a inflação e por estimular a atividade industrial. Entretanto, Mantega acrescentou que sempre pode haver uma melhora do cenário.
No radar do mercado, esteve a agenda econômica da Zona do Euro, que segue desapontando os investidores. A confiança do empresário e do consumidor na região atingiu o menor patamar dos últimos dois anos. Contribuindo para o clima de pessimismo no Velho Continente, o DIW (Instituto de Economia de Berlim) projetou desaceleração econômica na Alemanha para o segundo trimestre. De olho nesse cenário, a Comissão Europeia anunciou que o bloco monetário deveria caminhar para uma “união bancária” e considerar a recapitalização direta dos bancos por meio do fundo de resgate permanente.
Nos EUA, o rendimento exigido por investidores para compra de títulos do Tesouro dos EUA atingiu o menor nível histórico nesta quarta-feira. Ainda na maior economia do mundo, o Pending Home Sales, que mede o número de contratos de imóveis, decepcionou o mercado ao mostrar queda de 5,5% em abril.
Fluxo cambial negativo
Por aqui, destaque para os dados do fluxo cambial da quarta semana de maio, que marcou novo défcit, agora de US$ 1,253 bilhão. “O sentimento presente é de que os fluxos de recursos externos para o país tendem à retração, com incremento do volume de saídas”, diz o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme.
Mais cedo, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) de maio que marcou inflação de 1,02%. Também por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPP (Índice de Preços ao Produtor) – Indústria da Transformação, que marcou avanço de 1,38% em abril.
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Dólar comercial, Futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0150 na compra e R$ 2,0155 na venda, com alta de 1,47% em relação ao fechamento anterior. Com essa alta, no mês de maio, o dólar acumula valorização de 5,69%, frente à alta de 4,42% registrada no mês passado. No ano, a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,87%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 2,0155, com alta de 0,88% em relação ao fechamento da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 1,15%, atingindo R$ 2,026 frente aos R$ 2,003 do último fechamento.
Já o dólar PTax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0078, com alta de 0,67% sobre a cotação de terça-feira.