Ibovespa segue instabilidade externa e cai, apesar de dados positivos dos EUA

Investidores repercutem, ainda, ata do Copom, que indica continuidade no corte dos juros, apesar de mais lentamente

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SÃO PAULO – O Ibovespa registra baixa de 0,74%, para 67.755 pontos, na manhã desta quinta-feira (15), após a abertura do pregão regular. A instabilidade segue a indecisão dos investidores nos mercados europeus, com os índices de ações operando em sinais opostos.

Na véspera, a agência de classificação de risco Fitch decidiu colocar a nota soberana de crédito do Reino Unido em revisão, com perspectiva negativa. Vale lembra que o país tem o rating mais elevado, de AAA. A instituição citou como motivos uma provável recuperação mais branda do que a esperada anteriormente e a falta de escopo fiscal para conter novas ondas da crise.

Cenário doméstico
O mercado também deve ser influenciado pela ata do Copom (Comitê de Política Monetária), referente à reunião que cortou a Selic em 75 pontos-base. O documento mostra que o ciclo de alívio deve continuar, mas que as próximas reduções da taxa básica de juro devem ser mais contidas.

Octavio de Barros, da equipe de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, afirma que o índice devesse oscilar em torno da estabilidade, podendo assumir um viés negativo ao repercutir a ata do Copom. Já Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, avisa que, a fim de traçar uma trajetória de alta, a bolsa precisa de fatos novos.

Destaques de ações
As principais baixas que influenciam no sinal negativo do benchmark brasileiro ficam por conta de MRV Engenharia (MRVE3, R$ 14,09, -2,83%), Cyrela Realty (CYRE3, R$ 18,31, -2,76%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 17,04, -2,68%), Fibria (FIBR3, R$ 15,03, -2,66%) e Hypermarcas (HYPE3, R$ 12,27, -2,62%).

Na ponta compradora, lideram os ganhos do Ibovespa a LLX Logística (LLXL3, R$ 3,92, +2,05%) e a Vale (VALE3, R$ 42,99, +1,63%; VALE5, R$ 41,72, +1,59%).

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Momento positivo nos EUA
O movimento negativo, no entanto, contraria a série de indicadores acima do esperado que foram divulgados nos Estados Unidos. O Departamento de Trabalho informou que o índice preços ao produtor subiu 0,4% em fevereiro, contra estimativa de 0,5%. O mesmo órgão também informou que a última semana teve 351 mil novos pedidos de auxílio-desemprego, abaixo das projeções.

Por fim, o Federal Reserve de Nova York comunicou o Empire State Index, que mede a atividade industrial na região. A taxa superou as expectativas em março, chegando a 20,2 pontos, contra um consenso de mercado em 15 pontos. Agora, os investidores esperam o dado manufatureiro de Filadélfia, que também é informado pelo Fed.