Dólar cai 0,27%, mesmo com Mantega sinalizando mais intervenções no câmbio

Forte bom humor no mercado e realização das altas recentes colaboraram para a queda da moeda norte-americana

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SÃO PAULO – O dólar fechou esta terça-feira (13) com queda de 0,27%, terminando cotado a R$ 1,800 na venda. Isso ocorreu a despeito de Guido Mantega, ministro da Fazenda, voltar a falar sobre possíveis intervenções no câmbio no Senado, destacando que é interesse do governo em aumentar a competividade da indústria nacional frente aos principais pares internacionais.

Além disso, o ministro sinalizou a possibilidade de uma política monetária mais acomodativa, com cortes na taxa de juro em breve, afirmando que a inflação está controlada. De acordo com o ministro, o governo também pode promover a economia através de política fiscal.

Grécia: novo pacote e rating elevado
Na Europa, a reunião entre os ministros da Zona do Euro também colaboraram para trazer bom humor ao mercado – o que prejudica o desempenho do dólar, por estimular a tomada de risco por parte dos investidores. Um novo pacote no valor de € 130 bilhões à Grécia foi aprovado, além de aceitar a flexibilização da meta de déficit espanhol. A Comissão Europeia também pediu para que a Grécia cortar gastos em mais 5,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Outro fator que trouxe bom humor ao mercado foi a elevação do rating grego pela Fitch Ratings, em três notas para “B-“, a primeira nota fora de uma possibilidade de moratória.

Fomc e agenda econômica
Nos EUA, os investidores acompanharam a divulgação do Retail Sales, relatório que mede as vendas totais do mercado varejista, registrou alta de 1,1% no mês de fevereiro, acima do esperado. Além disso, repercutiu o resultado da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que afirmou acreditar que a economia dos EUA está crescendo moderamente, embora o Fed esteja preocupado com a inflação.

Já o indicador da confiança do investidor na economia alemã, divulgado nesta manhã, mostrou melhora. O índice subiu pelo quarto mês seguido, chegando à máxima em 21 meses, de 22,3 pontos em março, frente aos 5,4 pontos apontados em fevereiro.

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Na agenda doméstica desta terça-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de janeiro, que caiu em nove estados, dos 14 pesquisados.

Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7980 na compra e R$ 1,8000 na venda, baixa de 0,28% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 4,65% em março, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,67%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril segue o dia cotado a R$ 1,810, alta de 0,17% em relação ao fechamento de R$ 1,807 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em baixa de 0,68%, atingindo R$ 1,823 frente à R$ 1,835 do fechamento de segunda-feira. 

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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,8102 na venda, queda de 0,30%.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,805.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, opera a 0,30 para maio de 2012.