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SÃO PAULO – Apesar do corte das notas de crédito de seis países europeus pela agência de classificação de risco Moody’s, as bolsas ao redor do mundo operam no campo positivo e por aqui não é diferente. O Ibovespa inicia o pregão regular desta terça-feira (14) em alta de 0,20%, aos 65.821 pontos.
No front externo, a Europa volta a ficar no centro das atenções do mercado, após a Moody’s rebaixar os ratings de Itália, Espanha, Portugal, Malta, Eslovência e Eslováquia na última segunda-feira (13). França, Reino Unido e Áustria tiveram suas notas soberanas mantidas como triplo A, mas foram colocados sob perspectivas negativas.
O comunicado da agência destaca que os riscos que emanam da crise na Zona do Euro exarcebam os desafios específicos de cada uma destas economias. Ainda no continente europeu, os investidores continuam atentos à situação grega, à espera da reunião do Eurogrupo na quarta-feira (15).
Análise de mercado
O rebaixamento da classificação de risco soberano de países na Europa ainda deve pesar no humor do mercado durante a sessão, segundo o diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros. “Acreditamos que esta piora na aversão ao risco contamine o mercado doméstico, fazendo com que a bolsa brasileira devolva parte dos ganhos de ontem”, afirma.
Agenda
Em termos de resultados corporativos, o mais relevante antes do início do pregão regular da BM&FBovespa foi o do Banco do Brasil (BBAS3). A instituição revelou uma queda anual de 25,7% no lucro líquido, atingindo os R$ 2,97 bilhões. Já o dado econômico mais importante foi o índice de confiança alemão, medido pelo ZEW, que atingiu o campo positivo pela primeira vez desde maio do ano passado.
Ainda há na agenda a divulgação das vendas do varejo norte-americano, bem como os preços em janeiro tanto de exportações como de importações, todos nos Estados Unidos.
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Destaques do pregão
Entre as maiores altas da carteira teórica do Ibovespa no início deste pregão, destaque para as ações de Banco do Brasil (BBAS3, R$ 26,96, +2,16%), GOL (GOLL4, R$ 13,88, +2,06%), Natura (NATU3, R$ 42,06, +1,50%), Fibria (FIBR3, R$ 16,18, +1,44%) e PDG Realty (PDGR3, R$ 7,94, +1,40%).