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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em alta de 0,56% nessa quarta-feira (24), cotado a R$ 1,611 na venda. Com o noticiário bastante movimentado, os investidores avaliaram os dados da pauta econômica brasileira e norte-americana, bem como as referências de Japão e França. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6039 na venda, alta de 0,02%.
No front interno, destaque para a realização do realização de um leilão para compra de dólares no mercado à vista, pelo Banco Central. A operação ocorreu entre 16h04 (horário de Brasília) e 16h09, com taxa de corte de R$ 1,6099. A autoridade monetária anunciou ainda que adquiriu US$ 507 milhões na última semana por meio desses leilões de compras de dólares.
Ainda por aqui, os investidores acompanharam a nota de política monetária divulgada pelo Banco Central, apontando que volume total de crédito do sistema financeiro nacional cresceu em ritmo semelhante ao observado em junho, marcando R$ 1,854 trilhão. Ademais, o BC também divulgou o fluxo cambial da terceira semana de agosto, apontando um saldo positivo de US$ 7,76 bilhões na terceira semana de agosto.
Referências internacionais
O mercado cambial avaliou a criação de um fundo de US$ 100 bilhões para as empresas japonesas por parte do governo daquele país, em uma tentativa de conter a alta do iene frente ao dólar. A medida levou o dólar a registrar alta frente à moeda, uma das mais procuradas em momentos de crise. Vale lembrar que o país teve seu rating soberano cortado pela Moody’s na noite anterior.
Além disso, vale destacar a tentativa francesa de conter uma possível contaminação da crise da dívida soberana europeia para sua economia – fato que já foi discutido anteriormente quando rumores indicavam um possível corte no seu rating. O governo do país anunciou, assim, novas medidas de austeridade nessa quarta-feira, tentando reduzir seu déficit.
Já nos EUA foi reportada a avaliação do volume de pedidos e entregas de bens duráveis – o Durable Good Orders -, que exibiu avanço de 4,0% em julho, acima das expectativas. Já o Federal Housing Finance Agency publicou o House Price Index, dado que mensura o preço cobrado pelas hipotecas às famílias norte-americanas. O indicador subiu 0,9% em junho, acima do esperado.
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Diante desse cenário, a moeda norte-americana mostrou apreciação frente às principais divisas do mundo, como euro, libra esterlina, franco suíço e iene.
Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6095 na compra e R$ 1,6110 na venda, alta de 0,56% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 3,80% em agosto, frente à baixa de 0,64% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,31%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro segue o dia cotado a R$ 1,612, alta de 0,50% em relação ao fechamento de R$ 1,604 da última terça-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em alta de 0,59%, atingindo R$ 1,626 frente à R$ 1,616 do fechamento de ontem.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6100000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,83 para outubro de 2011, 0,19 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.