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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em leve alta de 0,06% nessa quinta-feira (11) – a 6ª apreciação consecutiva da moeda norte-americana -, fechando cotado na venda a R$ 1,619, renovando a máxima diária da véspera, quando a moeda terminou na maior cotação desde 25 de maio. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6306 na venda, alta de 0,76% frente ao último fechamento.
Esse movimento refletiu basicamente números norte-americanos, a continuidade da intervenção oficial na Europa e a elevação do rating brasileiro por uma agência de classificação de risco japonesa. Além disso, vale lembrar que a moeda chegou a operar com forte alta durante a sessão, passando de 1,36% durante a manhã, antes de perder fôlego e fechar rondando a estabilidade.
No front doméstico, o Banco Central comprou dólares nessa sessão em uma operação ocorrida das 16h18 (horário de Brasília) às 16h23, com taxa de corte de R$ 1,6165. Ainda por aqui, chamou a atenção a elevação, realizada nesta quinta-feira (11), da nota de crédito do Brasil de BBB- para BBB, com perspectiva estável, pela agência de rating japonesa Rating & Investment Information, que afirmou que o País está menos vulnerável ao cenário externo em função de seu mercado interno robusto.
Referências internacionais
A agenda norte-americana foi movimentada pelo Initial Claims, índice que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que se mostrou melhor do que as expectativas do mercado, conforme dados divulgados pelo Departamento de Trabalho.
Já o Departamento de Comércio dos Estados Unidos reportou nesta manhã os dados da balança comercial. O indicador apontou avanço no déficit, passando de US$ 50,8 bilhões, de acordo com dados revisados de maio, para US$ 53,1 bilhões no sexto mês de 2011, frente às previsões de analistas de US$ 48,0 bilhões.
Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6170 na compra e R$ 1,6190 na venda, leve alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 4,32% em agosto, frente à baixa de 0,64% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,83%.
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro segue o dia cotado a R$ 1,634, baixa de 0,18% em relação ao fechamento de R$ 1,637 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em leve baixa de 0,06%, atingindo R$ 1,646 frente à R$ 1,647 do fechamento de quarta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6315000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,47 para outubro de 2011, 0,23 ponto percentual abaixo do que foi registrado na sessão anterior.