Com aversão ao risco generalizada, dólar fecha em alta de 1,22%

Investidores temem a possibilidade de uma recessão nas economias desenvolvidas, após intervenção japonesa no câmbio

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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou essa quinta-feira (4) em forte alta de 1,22%, cotado na venda a R$ 1,581 – a maior cotação desde 18 de julho – refletindo os temores do mercado de uma possível recessão nas economias desenvolvidas, o que aumentou a aversão ao risco entre os investidores. O dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5752 na venda, alta de 0,65% frente ao último fechamento.

No front doméstico, o Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre 12h21 (horário de Brasília) e 12h26 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,576, enquanto a segunda contou com taxa de R$ 1,581, tendo ocorrido das 15h51 às 15h56.

Referências internacionais
Nessa sessão, chamou atenção a intervenção do Banco Central Japonês no câmbio, para segurar a apreciação da moeda nipônica, o iene, frente ao dólar. “As intervenções do BC Japonês mostraram um aumento nas chances de recessão nas economias centrais”, afirmou Luis Otavio de Souza Leal, economista do Banco ABC Brasil.

Na agenda econômica, destaque para a divulgação do Initial Claims, indicador do número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na última semana, que superou positivamente o mercado. Um bom desempenho do relatório de emprego daquele país – a ser divulgado na próxima sessão – é chave para a recuperação das bolsas globais, o que por sua vez faria o dólar cair.

Já na Europa, tanto o BoE (Bank of England) quanto o BCE (Banco Central Europeu) mantiveram inalteradas suas taxas básicas de juros.

Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5790 na compra e R$ 1,5810 na venda, forte alta de 1,22% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 1,87% em agosto, frente à baixa de 0,64% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 5,11%.

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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro segue o dia cotado a R$ 1,596, forte alta de 1,40% em relação ao fechamento de R$ 1,574 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em forte alta de 1,04%, atingindo R$ 1,607 frente à R$ 1,590 do fechamento de quarta-feira. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5805000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,00 para outubro de 2011, estável ao que foi registrado na sessão anterior.