Dólar reverte perdas da manhã e avança 0,5% em sua terceira alta seguida

Divulgação do déficit do orçamento do governo norte-americano e balança comercial chinesa foram as principais referências externas

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SÃO PAULO – Após operar a manhã em queda, o dólar comercial voltou a registrar alta – a 3ª seguida – terminando a sexta-feira (10) cotado a R$ 1,597, apreciação de 0,5% em relação ao real, colaborando para a apreciação de 1,33% durante a semana e refletindo os desempenhos ruins das principais bolsas mundiais. 

O dia contou com um leilão do Banco Central no mercado à vista para a compra de dólares, realizado entre as 15h36 (horário de Brasília) e às 15h41, com taxa de corte aceita em R$ 1,5971. 

O mercado avaliou ainda a divulgação da balança comercial chinesa, que colaborou para a alta da aversão do risco, e o déficit do orçamento norte-americano em maio.

Referências internacionais
Na maior economia mundial, destaque para a divulgação do orçamento do governo norte-americano, registrando déficit de US$ 57,6 bilhões em maio, resultado melhor que os R$ 59 bilhões esperados pelo mercado. 

Também foram divulgados que os preços dos produtos exportados pelos EUA – desconsiderando bens agrícolas – que registraram avanço de 0,5% em maio, ao passo que os preços dos produtos importados – sem levar em conta o petróleo – avançaram 0,4%, no mesmo período de referência. 

A balança comercial chinesa também foi divulgada nessa sexta-feira, mostrando um superávit de US$ 13,1 bilhões em maio, abaixo das expectativas do mercado, de US$ 19,3 bilhões. Tal resultado foi impulsionado pelo aumento das importações, algo preocupante para o mercado, tendo em vista o atual cenário chinês, de apertos monetários para conter inflação. 

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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5950 na compra e R$ 1,5970 na venda, alta de 0,50% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 1,08% em junho, frente à alta de 0,45% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,15%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho segue o dia cotado a R$ 1,604, alta de 0,44% em relação a cotação do fechamento de R$ 1,597 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em alta de 0,56%, atingindo R$ 1,615 frente a cotação de R$ 1,606 do fechamento de quinta-feira. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5955000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,58 para agosto de 2011, 0,17 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.