À espera de alta na Selic, dólar termina em baixa e sai cotado a R$ 1,578

Brasil acompanhou série de índices de inflação, enquanto nos EUA foi divulgado apenas dados do crédito ao consumidor

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SÃO PAULO – O dólar comercial registrou recuo de 0,38% nessa terça-feira (7) e terminou cotado a R$ 1,578, refletindo as expectativas de alta da taxa Selic na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), iniciada na data.

Além disso, a divulgação de índices de inflação no Brasil, de crédito ao consumidor nos Estados Unidos e à espera pala fala de Ben Bernanke, presidente do Fed, também mexeram com o humor dos mercados. Ainda no mercado de câmbio, o Banco Central continuou a comprar dólares. 

A autoridade monetária brasileira realizou um leilão no mercado à vista, operação que se estendeu das 15h51 (horário de Brasília) às 15h56. A taxa de corte aceita foi de R$ 1,5765. 

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), índice oficial de inflação, que indicou taxa de 0,47% em maio, variação 0,30 ponto percentual menor que a registrada em abril, mas indicando que a pressão inflacionária na economia continua forte, com a taxa dos últimos 12 meses indicando inflação de 6,55%, 0,05 ponto percentual acima do teto da meta. 

Com isso, expectativa do mercado é que o Copom decida por elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 12,00% para 12,25% ao ano. 

Caso seja confirmada essa elevação dos juros básicos, a moeda brasileira se reforçará no mercado de câmbio, por conta da maior atratividade do Brasil para o investidor estrangeiro, em função do diferencial de juros do País, gerando uma uma maior demanda por reais. 

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Referências norte-americanas
No campo externo, destaque para a divulgação do Consumer Credit, que revelou avanço ajustado sazonalmente de US$ 6,3 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano em abril, superior aos US$ 6 bilhões esperados pelo mercado e os US$ 4,8 do mês anterior. 

Além disso, o investidor aguarda o discurso de Ben Bernanke, cuja expectativa é de reforçar a necessidade de uma política monetária frouxa – o que deverá colaborar por mais enfraquecimentos do dólar diante as principais divisas mundiais. 

Nessa data, o dólar registrou queda em relação aos seus principais pares, como euro, libra esterlina, iene, dólar canadenses e australianos. A exceção ficou por conta dos francos suíços, contra quem a moeda norte-americana apresentou alta. 

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Dólar comercial e futuro
Diante da queda de hoje, o dólar acumula desvalorização de 0,13% em junho, frente à alta de 0,45% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 5,29%. 

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho segue o dia cotado a R$ 1,586, baixa de 0,47% em relação ao fechamento de R$ 1,594 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em baixa de 0,56%, atingindo R$ 1,594 frente à R$ 1,603 do fechamento de segunda-feira. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5765000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,29 para agosto de 2011, 0,08 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.