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SÃO PAULO – Com forte queda de 0,99%, o dólar comercial fechou esta sexta-feira (27) cotado na venda a R$ 1,601, acumulando na semana uma desvalorização de 0,87%. A moeda norte-americana também registrou queda em relação às principais divisas do mundo, refletindo as referências predominantemente favoráveis da agenda econômica. Por aqui, o Banco Central voltou a realizar duas intervenções diárias no câmbio, além de também levantar a possibilidade de fazer um swap cambial reverso semana que vem.
O BaCen voltou a realizar dois leilões para compra de dólares no mercado à vista. A primeira operação teve início às 11h58 (horário de Brasília) e término às 12h03, com taxa aceita em R$ 1,603. Já a segunda operação se estendeu das 15h37 às 15h42 com taxa aceita ficou em R$ 1,5995.
A autoridade monetária também declarou que sondará o mercado na segunda-feira (30) por volta das 18h a respeito de um possível leilão de contratos de swap cambial reverso, a ser realizado no dia seguinte da sondagem. Em 2011, o BC já fez 16 leilões de swap reverso no ano, movimentando US$ 13,5 bilhões.
Agenda dos EUA e rating japonês
A agenda de indicadores norte-americanos da data teve como destaque os dados sobre renda e gastos pessoais, inflação, confiança do consumidor e mercado imobiliário. A renda pessoal (Personal Income) subiu 0,4% no mês de abril, em linha com as expectativas do mercado, enquanto os gastos pessoais (Personal Spending) avançaram menos que o esperado. Já o núcleo do PCE, indicador de inflação bastante utilizado pelo Fed, ficou em linha com as expectativas ao avançar 0,2% no mesmo mês.
Por sua vez, a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan, referente ao mês de maio, marcou 74,3 pontos, acima das projeções que indicavam 72,6 pontos, enquanto . Por fim, o Pending Home Sales, que registra o número de vendas de imóveis pendentes, teve variação negativa de 11,6%.
Passando para a Ásia, o destaque ficou com a reafirmação do rating da dívida soberana do Japão em moeda estrangeira em AA pela Fitch Ratings. Contudo, a agência de classificação de risco diminuiu a perspectiva para a nota de estável para negativa.
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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5990 na compra e R$ 1,6010 na venda, forte baixa de 0,99% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 1,78% em maio, frente à baixa de 3,56% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,91%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho segue o dia cotado a R$ 1,600, forte baixa em relação ao fechamento de R$ 1,614 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho também opera em baixa, atingindo R$ 1,612 frente à cotação de R$ 1,625 do fechamento da véspera.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5994000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,50 para julho de 2011, 0,81 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.