Resumo semanal

resumo

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Em mais uma semana de incertezas no mercado, os investidores avaliaram o novo pacote de ajuda aos países europeus, aprovado no úlitmo final de semana. Recebido com entusiasmo na segunda-feira, o pacote ajudou as bolsas a registrarem alta nos EUA e na Europa esta semana, mas ao longo dos dias uma parte do mercado passou a demonstrar ceticismo e cautela. Medidas de austeridade fiscal  tomadas pelos países endividados ajudaram na trajetória positiva dos mercados.

Assim, após mostrar volatilidade na maior parte dos pregões ao longo da semana, o Ibovespa fechou em alta de 0,86%, a 63.412 pontos.

Na ponta positiva, as ações preferenciais da Vivo se destacaram como a maior alta da semana, avançando 15,11%, cotadas a R$ 49,60. A alta repercutiu em partes a notícia de que Portugal Telecom rejeitou a oferta da Telefónica por sua participação no capital da Vivo. Além disso, a Vivo recebeu recomendação de compra pela BTG, com preço-alvo de R$ 59,00.

As ações da B2W se destacaram na ponta negativa do índice, recuando 9,01%, cotadas a R$ 33,21. Contribuiu o recuo de 47% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2010, totalizando R$ 4,2 milhões, ante R$ 8 milhões no mesmo período de 2009. A queda nas margens foi alvo de crítica por parte de analistas.

As ações mais líquidas do índice tiveram uma semana de sinais divergentes, alta para a Petrobras e queda para a Vale. As ações ordinárias da petrolífera subiram 1,10%, enquanto os ativos preferenciais avançaram 1,14%. Já os papéis da Vale recuaram 1,61% e 1,76%, nesta ordem.

Europa
No final de semana passado, os ministros de finanças dos 16 países pertencentes à Zona do Euro se reuniram com o BCE e o FMI para firmar a estratégia de socorro aos países do velho continente com problemas de natureza fiscal. A conclusão do encontro foi o pacote firmado para ajudar a região, no valor de € 750 bilhões (US$ 1 trilhão).

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Foi acertado um conjunto de linhas de financiamento bilaterais e de aquisição de títulos, cuja responsabilidade recairá sobre o BCE. Também será criado um fundo europeu de combate ao que foi chamado de ataque especulativo. O encontro buscou assegurar aos mercados o compromisso dos países com o euro. Ainda no Velho Continente, o BCE declarou que combaterá “tensões severas” em “certos” mercados ao comprar dívidas pública e privada, além de reiniciar uma linha de swaps de dólar com o Federal Reserve.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) confirmou o desembolso da primeira parcela de uma série de créditos que serão concedidos à Grécia, no valor de € 5,5 bilhões.

Enquanto os órgãos fecham o socorro bilionário, os países começam as medidas de austeridade fiscal, contrapartida ao pacote de ajuda. A Espanha decidiu congelar salários do funcionalismo público e cortar postos em programas de assistência social, a fim de reduzir o déficit fiscal para cerca de 6% de seu PIB. A Itália anunciou congelamento de salários e cortes em orçamentos, enquanto os portugueses anunciaram aumentos em impostos, cortes nos salários de políticos e redução nos dispêndios estatais.

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Cenário corporativo
A Portugal Telecom, companhia detentora de 50% do capital da Brasilcel, sociedade controladora da Vivo, rejeitou a oferta da Telefónica por sua participação no capital da empresa brasileira. Em nota oficial, a empresa portuguesa informa que o seu conselho administrativo rejeitou a proposta por unanimidade. A Telefónica havia oferecido a soma de € 5,7 bilhões pelas ações da Brasilcel detidas pela empresa.

A Tivit confirmou especulações quanto a uma possível venda de 54,25% de suas ações. Conforme comunicado da companhia, a fatia de 48.278.068 ações será vendida à Dethalas, sociedade controlada pelo fundo de private equity estrangeiro Apax Partners. O valor pago pela Apax por cada papel será de R$ 18,10, em dinheiro.

Uma reportagem divulgada pela IstoÉ Dinheiro levantou a possibilidade de um rompimento não amistoso entre Eike Batista, acionista controlador do grupo, e Rodolfo Landim, ex-presidente de diversas empresas da EBX, como OGX e MMX. A EBX enviou nota de esclarecimento negando o descumprimento de acordos de remuneração com diretores, e afirmou ainda que o acionista controlador do Grupo EBX nunca cortou bônus de profissionais para realizar a capitalização das empresas.

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O Grupo Pão de Açúcar teria concordado em injetar cerca de R$ 1 bilhão na nova Casas Bahia quando a fusão entre as empresas acontecer. De acordo com as matérias publicadas na imprensa doméstica, o acordo teria como objetivo ajustar a equivalência patrimonial das duas empresas e amenizar as fortes discussões sobre a fusão que, segundo Michael Klein, presidente da Casas Bahia, seria desfavorável à sua companhia.

Na cerimônia oficial da posse de Rogério Santanna dos Santos, o presidente da Telebrás enfatizou que o governo poderá contratar os serviços de estatal sem licitação, tudo amparado por lei, segundo a qual empresas estatais criadas antes de 1993 poderão ser contratadas sem licitação pelo governo.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) estima que o poço 2-ANP-1-RJS, que está sendo perfurado para ampliar o conhecimento sobre o pré-sal, aponta para volumes recuperáveis que podem chegar a 4,5 bilhões de barris de petróleo no prospecto denominado Franco.

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A Redecard anunciou a celebração de parceria com a Hipercard, empresa do grupo Itaú Unibanco, para início da captura das transações da bandeira Hipercard já no segundo trimestre desse ano. Em teleconferência, o presidente da administradora de cartões, Roberto Medeiros, disse que não haverá acordo de exclusividade entre as empresas.

Resultados do primeiro trimestre
Entre os diversos resultados divulgados na semana, a BM&F Bovespa, Duratex, Brasil Ecodiesel, Br Foods, Banco do Brasil, ALL, Lojas Americanas e Rossi foram bem recebidos pelo mercado.

Já os números de B2W, Telesp, Usiminas, Braskem, Cyrela, Pão de Açúcar, MMX, Agre e JBS trouxeram alguns pontos que não agradaram o mercado.

Agenda
Na China, a inflação registrou em abril sua maior alta dos últimos 18 meses, deflagrando maiores temores de um aperto monetário.

Segundo a agência Eurostat, o PIB da Zona do Euro no primeiro trimestre de 2010 cresceu 0,2% na passagem trimestral, superando as estimativas dos analistas. A taxa de desemprego na Grécia teve nova alta em fevereiro, chegando a 12,1%, frente a 11,3% registrado um mês antes e 9,1% em fevereiro de 2009, segundo a agência de estatísticas do país.

Nos EUA, o nível dos estoques do setor atacadista registrou em março um avanço de 0,4%, menor que o esperado pelos analistas e que o resultado de fevereiro. Da mesma forma, a confiança do consumidor, o déficit da balança comercial (- US$ 40,4 bilhões ) e o orçamento do tesouro ( – US$ 82,689 bilhões ) vieram pior que o esperado em maio, março e abril, respectivamente.

A produção industrial de abril avançou 0,8%, em linha com as projeções, enquanto a capacidade industrial utilizada atingiu 73,7%, um pouco inferior às expectativas de mercado, de 73,9%. Já as vendas ao varejo vieram acima do esperado no mesmo mês, com alta de 0,4%.

Por aqui, tanto os indicadores de inflação divulgados mostraram aceleração. Destaque para o IGP-10 referente ao período de trinta dias até 10 de maio, que apontou alta de 1,11%, bem acima da medição de abril (0,63%)

De acordo com o semanal relatório Focus, o mercado elevou pela décima sexta vez consecutiva suas projeções para a variação dos preços em 2010, prevendo alta de 5,50% no IPCA, tido como a medida oficial de inflação do País.

A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 2,4% em março, segundo dados do IBGE.

Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,804, acumulando perdas de 2,54% nesta semana.

No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram majoritariamente em queda. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 11,07%, alta de 0,04 pontos percentuais em relação à semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 133,55% de seu valor de face, queda de 1,25% na semana. O risco-País era cotado a 212 pontos-base, queda de 27 pontos na variação semanal.