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SÃO PAULO – Interrompendo uma sequência de três quedas, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (18) em alta de 0,76%, cotado a R$ 1,59 na venda, refletindo a instabilidade vista no mercado, principalmente por conta da revisão negativa da perspectiva de rating dos EUA. No intraday, a moeda norte-americana chegou a subir 1,39%, atingindo a faixa de R$ 1,60.
Por aqui, destaque para as intervenções do Banco Central no câmbio, através da compra de dólares no mercado à vista. A primeira, ocorrida entre às 12h04 (horário de Brasília) e às 12h09 contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,5992. Já a segunda operação, que teve início às 16h00 e término às 16h05, teve uma taxa aceita em R$ 1,589.
Ainda no front interno, o boletim Focus desta segunda-feira indicou elevação na mediana das projeções para a inflação IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para 2011, passou à taxa de 6,29%, frente aos 6,26% estimados na última semana. O relatório também mostrou queda nas expectativas para a cotação do dólar, sendo esperado para o final do ano uma cotação de R$ 1,65, ante os R$ 1,68 anteriormente estimados.
Já a balança comercial, divulgada na data pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, registrou registrou saldo positivo de US$ 251 milhões no período de 11 e 17 de abril, alcançando superávit de US$ 1,06 bilhão no acumulado mensal.
Estados Unidos e China
A maior referência externa veio dos Estados Unidos, após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s colocar o rating da dívida soberana do país em perspectiva negativa, embora tenha reafirmado a nota em AAA. A agência cita a decisão de manter nota máxima para o país graças a sua “economia flexível a altamente diversificada do país”, mas afirmou que existe um risco material de que o país não consiga chegar a um acordo a respeito dos desafios de orçamento até 2013.
Já na segunda maior economia mundial, a China, destaque para a elevação do compulsório, realizado no final de semana, em 50 pontos-base, para 20,5%, o que já era esperado pelo mercado, uma vez que a atividade no país e a inflação superaram as expectativas na última semana.
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Dólar fecha cotado a R$ 1,59, alta de 0,76%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5880 na compra e R$ 1,5900 na venda, forte alta de 0,76% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,51% em abril, frente à baixa de 1,92% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,57%.
Dólar futuro na BM&F também em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio, segue o dia cotado a R$ 1,591, forte alta de 0,82% em relação ao fechamento de R$ 1,578 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em alta de 0,69%, atingindo R$ 1,600 frente à R$ 1,589 do fechamento de sexta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5893000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,45 para junho de 2011, 0,20 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.