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SÃO PAULO – O dólar comercial terminou esta terça-feira (22) em alta de 0,30%, cotado a R$ 1,673 na venda. Os conflitos na Líbia e no Bahrein alimentam o cenário de aversão ao risco, provocando a fuga do mercado de ações. Além dos conflitos, a moeda seguiu influenciada pelas intervenções diárias do Banco Central.
O BC promoveu um leilão de compra de dólares no mercado à vista, após não ter realizado nenhum na sessão anterior. A operação ocorreu entre às 15h40 (horário de Brasília) e fora finalizada às 15h45, ante taxa de corte de R$ 1,6706. Além disso, a autoridade monetária promoveu seu oitavo leilão de swap cambial reverso, movimentando US$ 848 milhões com a venda de 17.240 dos 20.000 contratos ofertados. É válido lembrar que, novamente, o Banco Central não avisou antecipadamente da operação.
Líbia e Bahrein
Protestos em larga escala foram realizados em dois países de maioria de fé islâmica xiita, governados por sunitas, a Líbia, no norte da África, e o Bahrein, na península arábica.
Os protestos na Líbia pedem a deposição do chefe do estado do país, Muammar Ghadaffi, que governa o país há 40 anos, e tem sido enfrentados com violência pelo governo, com a quantidade de mortos ultrapassando a casa das centenas.
Situação também vivida no Bahrein, onde os protestos supostamente também já haveriam mortos, criando um clima de instabilidade que colabora para as recentes altas do petróleo e do ouro, considerado bom investimento em momentos de instabilidade.
Dados econômicos
Nos EUA, o grande destaque ficou por conta da confiança do consumidor norte-americano, que registrou aumento de 64,8 pontos para 70,4 pontos em fevereiro, acima das projeções dos analistas, que apontavam para 67,0 pontos neste mês.
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Por aqui, a divulgação do IPCA-15 de fevereiro, fixado em 0,97%, esteve abaixo do consenso do mercado, que esperava alta de 1,00%. Os aumentos nos setores de transporte e educação puxaram a alta do índice.
Além disso, nesta tarde, o Banco Central publicou os dados da Nota de Mercado Aberto. O estoque total da DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal Interna) diminuiu em R$ 61,437 bilhões, ou 3,83%, na comparação com o mês anterior. Segundo o documento, o estoque da DPMFi encerrou o primeiro mês do ano em R$ 1,542 trilhão. Esse valor equivale à soma do total de títulos públicos negociados pelo Tesouro Nacional, que foi de R$ 1,542 trilhão em outubro, com os R$ 5,785 bilhões referentes aos títulos inegociáveis durante o período.
Dólar comercial termina em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6710 na compra e R$ 1,6730 na venda, alta de 0,30% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,06% em fevereiro. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,41%.
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Dólar futuro na BM&F também em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março, segue o dia cotado a R$ 1,673, leve alta de 0,12% em relação ao fechamento de R$ 1,671 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em alta de 0,24%, atingindo R$ 1,685 frente à R$ 1,681 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6697000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,64 para abril de 2011, 0,15 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.