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SÃO PAULO – Consolidando uma trajetória negativa no início da tarde, o dólar comercial conheceu seu segundo dia seguido de queda, fechando esta quarta-feira (9) cotado na venda a R$ 1,661 – variação negativa de 0,36% -, a menor cotação vista desde 3 de janeiro deste ano. O corte de orçamento anunciado pelo governo brasileiro e a fala de Bernanke nos EUA movimentaram os investidores, em mais um dia de dupla intervenção do Banco Central no câmbio.
Assim como nos últimos dias, o BaCen realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista nesta sessão. A primeira operação ocorreu por volta das 13h (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita de R$ 1,6659. O segundo leilão teve início às 15h31 e terminou às 15h36, e a taxa ficou em R$ 1,6606.
Ainda no front doméstico, o principal destaque ficou com o anúncio de que serão cortados R$ 50 bilhões em gastos previstos para 2011, decisão notificada pela a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante coletiva de imprensa realizada nesta tarde. A redução dos gastos é necessária como consolidação fiscal, com a retirada dos estímulos concedidos à economia brasileira durante o período da crise financeira internacional, explicou Mantega.
Ademais, nesta quarta, ocorre o primeiro vencimento da série de operações a termo realizadas no último dia 31.
Dados cambiais de janeiro
O BaCen também divulgou o fluxo cambial de janeiro, período no qual o total de dólares que entrou no País superou a saída em US$ 15,513 bilhões. Ainda no primeiro mês do ano, a autoridade monetária informou que adquiriu US$ 7,992 bilhões no mercado cambial à vista por meio de seus leilões, fazendo com que as reservas fechassem janeiro em US$ 297,696 bilhões.
Os dados do BC mostraram também que os bancos encerraram o mês de janeiro com uma posição vendida de US$ 11,018 bilhões. Como comparação, no mesmo período de 2010, a posição era comprada em US$ 2,664 bilhões.
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Mercado de trabalho ainda preocupa nos EUA, diz Bernanke
Sem indicadores relevantes na agenda internacional, as atenções lá fora se voltaram para o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, para o Congresso norte-americano. Embora tenha sinalizada uma maior confiança na economia dos EUA, Bernanke também demonstrou que a situação do mercado de trabalho do país continua sendo motivo de preocupação, e afirmou que a inflação segue em baixa por lá.
Santander vê dólar a R$ 1,55 em 2011
Por fim, vale destacar que a equipe de analistas do Santander revisou suas projeções para a taxa de câmbio brasileira em 2011 de R$ 1,85 para R$ 1,55. Segundo o banco, a valorização das commodities no mercado internacional e a manutenção das baixas taxas de juros nas economias desenvolvidas deverão pressionar a cotação do dólar frente ao real.
Dólar a R$ 1,661
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6590 na compra e R$ 1,6610 na venda, baixa de 0,36% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 0,78% em fevereiro, frente à alta de 0,47% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,31%.
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Dólar futuro na BM&F e dólar pronto
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março segue o dia cotado a R$ 1.667, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.673 da última terça-feira. O contrato com vencimento em abril também opera em baixa, atingindo R$ 1.681 frente à cotação de R$ 1.686 do fechamento de terça-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6599000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,15 para abril de 2011, 0,05 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.