Dólar comercial segue em alta, entre intervenções do BC e fala de Geithner

Investidor segue acompanhando rumores sobre possível elevação do IOF; fala do secretário do Tesouro dos EUA em destaque

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial segue a sessão desta segunda-feira (7) em leve alta de 0,12%, cotado a R$ 1,6780 na venda, em resposta aos quatro leilões de compra realizados pelo Banco Central e de olho em um novo aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Na primeira operação de compra de dólar no mercado a termo, com liquidação no dia 16 de fevereiro, a taxa de corte foi de R$ 1,6796. O leilão com liquidação para o dia 23 teve taxa de R$ 1,6834. Já a taxa de corte do terceiro leilão, com liquidação prevista para 9 de março, correspondeu a R$ 1,6889.

A autoridade monetária também voltou a comprar moeda norte-americana em leilão no mercado à vista. A atuação teve início às 12h39 e terminou às 12h44, ante taxa de corte aceita em R$ 1,6778.

Geithner no Brasil 
Em visita pelo Brasil, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, afirmou que economias com moedas subvalorizadas e câmbio controlado estão sobrecarregando o País e outras nações que enfrentam um aumento potencial do investimento estrangeiro.

O secretário do Tesouro disse também que o Brasil tem a ganhar com políticas cambiais mais flexíveis, especialmente entre seus parceiros comerciais. “Isso pode ajudar o Brasil se algum dos outros grandes países parceiros comerciais tiverem uma política de câmbio mais flexível”, afirmou Geithner. “Esta flexibilização está vindo. Irá ocorrer e queremos encorajá-la, mas encontra-se em um estágio muito inicial”, acrescentou.

Agenda doméstica
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 432 milhões na primeira semana do mês. As exportações foram de US$ 3,531 bilhões e importações de US$ 3,099 bilhões.

Continua depois da publicidade

O relatório Focus apontou um novo aumento da expectativa de inflação para o final do ano. A mediana das projeções dos economistas ouvidos pelo BC agora mostra que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deverá encerrar 2011 com taxa de 5,66%, enquanto em 2012, a taxa acumulada seria de 4,61%. Desta forma, a inflação ficaria 1,16 ponto percentual acima do centro da meta neste ano e apenas 0,11 ponto percentual acima no próximo.

Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março está sendo cotado a R$ 1.687, alta de 0,27% em relação ao fechamento de R$ 1.683 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em alta de 0,30%, atingindo R$ 1.700 frente a R$ 1.695 do fechamento de sexta-feira.