Ibovespa abre em leve queda, avaliando BCE e aguardando dados dos EUA

Autoridade europeia mantém taxa básica de juros em 1% ao ano; Estados Unidos publicarão números do mercado de trabalho

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SÃO PAULO – Em dia marcado por diversos indicadores e referências externas, o Ibovespa inicia os negócios sem grandes variações, registrando leve baixa de 0,28% a 66.503 pontos. Nesta quinta-feira (3) serão conhecidos dados sobre o mercado de trabalho dos EUA, ao passo que o investidor já avalia as decisões da reunião do Banco Central Europeu.

Há pouco, a autoridade europeia optou por manter a taxa básica de juros da região em 1% ao ano. Vale destacar que as bolsas por lá permanecem no campo negativo, pressionadas também por novos temores frente aos distúrbios políticos no Egito. Já o mercado futuro norte-americano opera dividido.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Portx ON (PRTX3, R$ 3,35, -1,76%), Marfrig ON (MRFG3, R$ 13,57, -1,45%), TIM Participações S/A ON (TCSL3, R$ 7,38, -0,94%), Duratex ON (DTEX3, R$ 16,05, -0,93%) e Pão de Açucar PNA (PCAR5, R$ 60,30, -0,89%).

Cenário externo
Nesta sessão, as agendas e referências provenientes do campo externo chamam a atenção dos investidores. A começar pela Europa, o dia trouxe o PMI Composite (Purchasing Managers Index), mostrando que o nível de atividade do setor privado na Zona do Euro avançou 1,5 ponto, ficando acima das projeções do mercado.

Na sequência, o BCE (Banco Central Europeu) optou por manter a taxa básica de juros na Europa no patamar de 1% ao ano. Agora o mercado aguarda a entrevista coletiva do presidente da autoridade monetária europeia, Jean-Claude Trichet, comentando as considerações que sustentaram a manutenção dos juros, que seguem com patamares mínimos históricos.

Falando sobre o Egito, a intensificação das tensões políticas por lá estimula o mercado a adotar uma postura mais cautelosa em relação aos desfechos e consequências dos eventos tanto para o país quanto para o mundo árabe em geral. No entanto, vale ressaltar que alguns analistas, a exemplo da equipe da MCM, não acreditam que ocorrerá qualquer tipo de interferência no transporte de petróleo através do canal de Suez.

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Indicadores dos EUA
Passando para o cenário norte-americano, esta sessão trará números sobre o nível da atividade industrial e o volume de pedidos de bens duráveis e não duráveis feitos à indústria no mês de dezembro. Além disso, serão conhecidos dados sobre o mercado de trabalho do país, com o número de pedidos de auxílio-desemprego.

Análise técnica
De acordo com o analista técnico da Gradual Investimento, Régis Chinchila, “o Ibovespa mostra indefinição no curtíssimo prazo, entre a resistência de 67.960 e o suporte em 66.550. Para retomar a recuperação terá que superar o limite superior, buscando a barreira da média móvel em 69.000 e mais acima em 69.950 pontos”.

Na ponta vendedora, “a pressão de venda somente aumentará rompendo o suporte imediato e a região de 66 mil pontos”, observa Chinchila.

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Pano interno
No campo doméstico, uma vez que a agenda não conta com indicadores relevantes, o investidor segue avaliando novos rumores em relação ao interesse da Petrobras (PETR3, PETR4) na compra da fatia da portuguesa Galp detida pela Eni. Conforme informações do Jornal de Negócios, de Portugal, a estatal teria se retirado na última terça-feira (2) das negociações que visavam a aquisição.

Em contato com a InfoMoney, a assessoria da Petrobras não comentou o caso, ou seja, não confirmou ou negou o movimento. Para a mídia portuguesa, o silêncio da empresa motiva especulações de que o rompimento das negociações faça parte de alguma estratégia da Petrobras nesta compra.

Fechamento anterior
O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de quarta-feira em baixa de 1,71%, atingindo 66.688 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 3,78%. O volume financeiro foi de R$ 7,51 bilhões.