Publicidade
SÃO PAULO – O Ibovespa futuro inicia as negociações desta quinta-feira (27), registrando leve queda de 0,08% a 68.960 pontos Nesta manhã os investidores avaliam os números internos referentes à confiança do consumidor, com leve recuo, ao mercado de trabalho, com forte queda da taxa de desemprego, e à inflação, que segue acelerando.
No campo externo, a principal referência do dia fica com o corte, realizado pela Standard & Poor’s, da nota da dívida soberana japonesa. Atentos à isso e também a uma forte agenda dos Estados Unidos, os futuros norte-americanos apontam para uma abertura instável, enquanto na Europa as bolsas apresentam leves ganhos.
Nesse contexto, no campo europeu, o FTSE 100 (Inglaterra), o DAX 30 (Alemanha) e o CAC 40 (França) registram leve altas de 0,09%, 0,41% e 0,18% cada. Já o mercado futuro norte-americano, o S&P 500 recua 0,03% e o Nasdaq e o Dow Jones avançam 0,11% e 0,13% respectivamente.
Referências externas
Nesta sessão, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou a nota para a dívida soberana de longo prazo do Japão de “AA” para “AA-“. A decisão levanta dúvidas sobre a sustentação das políticas fiscais empregadas por países desenvolvidos.
Os analistas Takahira Ogawa e Elena Okorotchenko ressaltaram que a “S&P espera que o déficit fiscal do Japão permaneça elevado nos próximos anos, o que deverá reduzir a já frágil flexibilidade fiscal do governo”.
Agenda interna
No campo doméstico, destaque para o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) que mostrou inflação de 1,03% na terceira prévia de janeiro, 0,47 ponto percentual acima da variação apresentada no mesmo período do mês anterior. O índice mostra novo aumento do ritmo de elevação dos preços.
Continua depois da publicidade
Outro indicador desta sessão foi sobre a confiança do consumidor que, ao recuar 0,1%, ficou praticamente estável entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, registrando 121,6 pontos, contra 121,7 apurados um mês antes, de acordo com dados do ICC (Índice de Confiança do Consumidor), medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
No período, segundo a pesquisa, o Índice de Situação Atual reduziu-se 1,4%, ao passar de 146,2 pontos para 144,2 pontos. O Índice de Expectativas, por outro lado, apresentou avanço no período, de 0,7%, ao sair de 108,9 pontos para 109,7 pontos.
Por fim, em 2010, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País fechou o ano como a menor desde o ano de 2002, início da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O nível de desocupação apresentou queda de 1,4 ponto percentual frente a 2009 e ficou em 6,7% na média dos 12 meses, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada há pouco.
Continua depois da publicidade
A população desocupada no ano passado foi estimada em 1,6 milhão, número 15% inferior ao registrado um ano antes. O número, segundo o instituto, é ainda 39% menor do que o mensurado em 2003.