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SÃO PAULO – Após chegar a subir 1,27% no intraday, em meio aos temores de que Mantega anunciaria novas medidas no câmbio, o dólar comercial amenizou essa tendência depois do ministro descartar por ora essa hipótese, fechando esta terça-feira (4) com alta de 0,79%, sendo cotado na venda a R$ 1,664. Como as declarações do ministro da Fazenda vieram próximas do fechamento dos negócios, o mercado pode estender a correção desta alta para a próxima sessão.
Frustrando a expectativa de que o governo traria novas medidas restritivas à entrada de capital estrangeiro, Mantega disse que não iria anunciar nenhuma medida cambial nesta terça-feira. “Mas estamos preparados para adotar medidas adicionais se necessário”, ressaltou. O ministro focou seu discurso no corte de gastos orçamentários do governo, explicando que tem sido realizada uma avaliação minuciosa em cada Ministério. “Haverá uma posição forte do governo na redução de gastos, o que terá efeito a médio prazo no câmbio”.
Intervenção do BC
Assim como foi visto na véspera, o BaCen realizou duas compras de dólares por meio de leilão nesta terça-feira. A primeira delas ocorreu por volta das 12h20 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte de R$ 1,6556. A segunda intervenção teve início às 15h45 e terminou às 15h50, sendo aceita uma taxa de corte de R$ 1,669.
Saldo estrangeiro na bolsa
O saldo do investidor estrangeiro no segmento Bovespa ficou positivo durante o ano de 2010, segundo dados publicados pela bolsa paulista nesta terça-feira (4). Este foi o segundo ano consecutivo em que os investidores desembarcaram com mais dinheiro na Bolsa, embora a desaceleração do fluxo tenha sido marcante de um ano para outro. Em 2009, o saldo líquido de estrangeiros na Bovespa foi de R$ 20,6 bilhões, enquanto em 2010 o saldo foi de R$ 5,96 bilhões, uma queda de quase 75%.
Vale notar que, em dezembro, o fluxo foi negativo, com investidores não residentes enxugando R$ 334,3 milhões do País, após três meses consecutivos de saldo positivo. Entre 1 e 30 de dezembro, foram computadas compras de R$ 43,07 bilhões e vendas na casa de R$ 43,4 bilhões.
No aguardo da ata do Fomc
No plano norte-americano, a agenda contou com o Factory Orders, que surpreendeu ao mostrar que o volume de pedidos de bens duráveis e não duráveis feitos à indústria do país subiu 0,7% em novembro – a expectativa era de queda de 0,3%.
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No fechamento do dólar o mercado ainda aguardava a divulgação da ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee).
Dólar a R$ 1,664
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6620 na compra e R$ 1,6640 na venda, forte alta de 0,79% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,13% em janeiro, frente à baixa de 2,79% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,13%.
Dólar futuro na BM&F e dólar pronto
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro segue o dia cotado a R$ 1.672, alta de 0,78% em relação ao fechamento de R$ 1.660 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em março também opera em alta, atingindo R$ 1.684 frente à cotação de R$ 1.669 do fechamento da sessão anterior.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6632000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,29 para março de 2011, 0,07 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.