Volta do Natal é de queda e fraco volume financeiro para o Ibovespa

Índice segue o sinal negativo das bolsas externas, que repercutem a alta do juro na China anunciada no final de semana

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SÃO PAULO – Na última segunda-feira (27) de 2010, os mercados permanecem pressionados por conta do evento ocorrido no feriado de Natal, quando a China decidiu elevar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. De olho nas referências lá de fora, o Ibovespa, além de continuar no campo negativo, possui um fraco volume financeiro neste pregão.

A decisão do país asiático aconteceu como uma medida preventiva devido às preocupações frente a inflação mais alta e também com o grande aquecimento da economia, o que confirmou as expectativas do mercado por novas medidas de aperto monetário. Assim, a taxa de referência anual para empréstimos atingiu 5,81%. Também foi elevada a taxa sobre depósitos, que atingiu 2,75% ao ano, de acordo com comunicado do PBoC, em busca do controle a aceleração dos preços ao consumidor.

Segundo o analista Flemming J. Nielsen, do Danske Bank, “a elevação da taxa não chega como uma grande surpresa, embora haja certa incerteza sobre seu acerto de tempo (timing). Em nossa visão, haverá outras três elevações de 25 pontos base no primeiro semestre de 2011”.

Ibovespa em baixa
Há pouco o Ibovespa cedia 0,66% e ameaçava perder os 68 mil pontos. O volume financeiro nesta tarde é de R$ 1,242 bilhão. 

A JBS (JBSS3) é um dos destaques de baixa desta sessão, depois da empresa ter divulgado informações sobre uma nova emissão de debêntures. Por meio de fato relevante, a JBS sinalizou que poderá deixar de lado o projeto de realizar IPO (oferta pública inicial) das ações da JBS USA. A empresa afirma que já está em estágio avançado de negociações com o principal debenturista, que é o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a estender o vencimento dos papéis para o final de 2011.

A intenção é realizar uma nova emissão de debêntures, que substituirão integralmente as anteriores, no valor total de R$ 4 bilhões, prazo de 5 anos e juros de 8,5% ao ano. Ademais, serão conversíveis em ações da empresa emitidas no Brasil.

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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 DTEX3 DURATEX ON EJ 16,87 -2,49 +5,85 5,02M
 JBSS3 JBS ON 7,42 -1,98 -20,13 9,84M
 LREN3 LOJAS RENNER ON EJ 55,56 -1,91 +45,63 9,83M
 EMBR3 EMBRAER ON EJ 11,97 -1,89 +29,87 2,44M
 GGBR4 GERDAU PN 22,67 -1,78 -20,94 19,06M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MMXM3 MMX MINER ON 10,68 +2,69 +6,63 27,69M
 BRKM5 BRASKEM PNA 20,65 +2,53 +46,66 7,80M
 TLPP4 TELESP PN 40,68 +1,12 +2,89 1,81M
 TCSL4 TIM PART S/A PN 5,73 +1,06 +15,17 6,19M
 PETR3 PETROBRAS ON EJ 28,78 +0,84 -28,72 34,13M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão) 

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Agenda interna
O Relatório Focus indicou que a tendência de alta, registrada nas semanas anteriores, das perspectivas para a inflação permaneceu constante. O destaque do relatório ficou por conta da mediana das projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como medida oficial de inflação do governo. Para o resultado de dezembro é esperada taxa de 0,62%, e para o acumulado de 2010 a projeção é de 5,90%.

Foi também divulgada ainda nesta manhã a balança comercial brasileira, que registrou saldo positivo de US$ 2,174 bilhões na quarta semana de dezembro, com exportações de US$ 5,421 bilhões e importações da ordem de US$ 3,247 bilhões. Em relação às exportações o saldo acumulado no período foi de US$ 197,999 bilhões, batendo a meta de US$ 195 bilhões fixada pelo governo para 2010. No acumulado do ano, a balança registrou um superávit de US$ 18,860 bilhões, sendo que as expectativas do mercado, contidas no último relatório Focus, apontam para um superávit de US$ 16,63 bilhões ao final de 2010.

Cenário externo
De acordo com a estimativa da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) europeus e norte-americanos enfrentarão um grande desafio em 2011: solucionar a dívida de mais de US$ 3,7 trilhões de suas cidades.

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Nos EUA, mais de cem cidades estão à beira da falência enquanto na Europa o problema atinge cidades como Barcelona, Madri, Liverpool e Veneza, que lutarão durante o próximo ano para não quebrar diante da falta de crédito do governo e da recusa de bancos em financiar dívida.

A estimativa da OCDE é de que apenas a dívida das cidades dos Estados Unidos chegue a US$ 2 trilhões e que, para 2011, as cidades europeias acumulam um déficit de US$ 1,7 trilhão.

Câmbio e renda fixa
O dólar comercial inverte o sinal da manhã e nesta tarde passa a recuar 0,18%, cotado na venda a R$ 1,688.

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Já os principais contratos de juros futuros da BM&F Bovespa operam predominantemente em alta nesta sessão, de olho nas projeções do Focus.