Volatilidade é oportunidade para compra de ações em papel e celulose, diz Citi

Papeis do setor devem oscilar no curto prazo, mas fundamentos são positivos; compra na baixa pode impulsionar ganhos

Publicidade

SÃO PAULO – “Aproveitar a volatilidade de curto prazo para comprar na baixa”, é o que recomendam os analistas do Citi para as ações do setor de papel e celulose, segundo relatório divulgado na última quinta-feira (9).

A estratégia de investimentos recomendada está baseada na expectativa de volatilidade que os papéis do setor deve enfrentar no curto prazo em função das pressão nos preços da celulose.

Recomendações
Os analistas recomendam compra para os papéis da Suzano e Fibria, atribuindo risco alto e médio, respectivamente. Tavarez e Koh estabelecem preço-alvo de R$ 20,50 para as ações da Suzano e US$ 21,00 tendo os ADRs (American Depositary Receipts) da Fibria como referência.

Estes valores de preço-alvo representam, respectivamente para a Suzano e Fibria, potencial teórico de valorização de 30,57% e 28,59%, de acordo com o último fechamento.

Fundamentos justificam investimento
Os analistas Juan Tavarez e Felipe Jiman Koh apontam que os papéis da Fibria (FIBR3) e da Suzano (SUZB5) são boas opções para compra nos pontos de baixa, dado que as empresas apresentam fundamentos positivos, como por exemplo, desalavancagem.

A dupla do Citi prevê ainda a estabilização dos preços nos próximos meses, após uma queda de 2% no preço do papel, alta de 3% no preço da celulose e alta de 3% também na cotação do kraftliner (produto utilizado na confecção de embalagens).

Continua depois da publicidade

Preços de celulose sob pressão
O relatório lembra que no momento há uma tendência de acumulação nos estoques de celulose, uma vez que a relação exportação/capacidade caiu para 81%, embora a capacidade utilizada continue próxima a 100%, o que deve forçar os preços para baixo.  

Em novembro, a exportação de celulose caiu para 674 mil toneladas, o que representa queda de 6% na comparação com outubro. Quanto aos embarques destinados para os EUA, houve crescimento de 40%, enquanto para Europa e China foi registrada queda de 17% e 21%, respectivamente.