Dólar comercial segue instável e opera no mesmo nível da abertura

Investidores focam-se na crise financeira européia e no possível aperto monetário na China, além da tensão nas Coréias

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SÃO PAULO – O dólar comercial reverteu as perdas do final da manhã desta quinta-feira (25) e opera cotado a R$ 1,7230 na venda, estável em relação ao fechamento anterior, com o mercado sob influência do feriado norte-americano dos temores na Europa e na Ásia.

No mercado futuro, o contrato com vencimento em dezembro é cotado a R$ 1,722, leve baixa de 0,09% em relação ao fechamento de R$ 1,723 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, opera em leve baixa de 0,09%, atingindo R$ 1,734 frente a R$ 1,735 do fechamento de quarta-feira. 

Europa segue no foco dos investidores
Com os últimos números da economia dos EUA positivos e o mercado norte-americano fechado nesta sessão por causa do feriado de Ação de Graças, os investidores voltam suas atenções para a Europa.

A preocupação ainda é a crise de países do continente, com a Irlanda juntando-se à Grécia e pedindo auxílio financeiro. Após anunciar que o aporte de recursos do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da União Européia no país deve ficar em torno de € 85 bilhões, o governo irlandês divulgou o plano orçamentário para os próximos quatro anos, com corte de gastos, elevação de tributos e redução do funcionalismo público.

O temor agora é que outros países, notadamente Portugal, Espanha e Itália, sejam forçados a tomarem atitudes semelhantes à da Irlanda e Grécia, pois enfrentam o mesmo tipo de problema e o vencimento de dívidas dos dois primeiros, principalmente, é considerado crítico.

Ásia também preocupa
Na Ásia, chamam a atenção dos mercados as medidas do governo chinês para combater a alta da inflação, que abre a possibilidade de alteração da política monetária por lá, segundo comentário diário da equipe da Ágora Corretora.

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Ademais, a crise entre as duas Coréias ganhou novo capítulo com o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Tae-young, pedindo renuncia em meio à críticas ao governo quanto a resposta do país aos recentes ataques feitos pela Coréia do Norte.