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SÃO PAULO – Com certo alívio no mercado, o dólar comercial fechou esta quarta-feira (24) com queda de 0,69%, cotado na venda a R$ 1,723, e interrompeu uma sequência de três altas consecutivas. Lá fora, divulgação do plano de metas na Irlanda e indicadores positivos nos EUA permitiram que os investidores deixassem de lado, ao menos temporariamente, os recentes temores. Por aqui, destaque para a confirmação da saída de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que passará para Alexandre Tombini.
“É o momento adequado para encerrar a missão”, declarou Meirelles, ao confirmar sua saída do cargo que ocupa desde 2003. Seu lugar será ocupado por Alexandre Tombini, atualmente Diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro da instituição.
O grupo de transição da presidente eleita também confirmou a permanência de Guido Mantega no Ministério da Fazenda e que Miriam Belchior liderará o Ministério do Planejamento.
Fluxo cambial e compra de dólares
Ainda no front doméstico, o fluxo cambial mostrou que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 750 milhões nos 13 primeiros dias úteis de novembro, segundo o BaCen. Ainda nesse período, a autoridade monetária informou que realizou a compra de US$ 1,999 bilhão no mercado cambial à vista, elevando suas reservas internacionais para US$ 285,752 bilhões.
E por falar nessas intervenções, o BC realizou mais um de seus leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A única intervenção desta quarta-feira durou cinco minutos e ocorreu por volta das 15h50 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,7228.
Irlanda e EUA
Embora a agência de classificação de risco Standard & Poor’s tenha cortado o rating da dívida soberana da Irlanda logo pela manhã, os investidores demonstram maior alívio sobretudo por conta do detalhamento do plano de ajuda à economia irlandesa. Segundo o governo local, estima-se um ajuste fiscal de € 15 bilhões até o final de 2014, buscando reduzir o déficit fiscal do país para 3% do PIB (Produto Interno Bruto) ao final desse período.
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Nos EUA, a agenda carregada de indicadores contou com a confiança do consumidor, que avançou para 71,6 pontos em novembro, enquanto os analistas esperavam que o índice permanecesse estável nos 69,3 pontos. Ainda por lá, a renda individual dos norte-americanos cresceu acima do que era previsto para outubro. Por outro lado, o número de pedidos de bens duráveis, o gasto dos consumidores, os pedidos de auxílio-desemprego e a venda de casas novas ficaram aquém do esperado no décimo mês do ano.
Agenda doméstica
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica, que antevê, em um horizonte de seis meses, em que patamar se encontrará a economia brasileira, registrou ligeira alta de 0,1% em setembro, ao atingir o valor de 100,5. Após cinco recuos seguidos entre os meses de janeiro e maio deste ano, o indicador apontou sua terceira alta mensal consecutiva.
A taxa de desemprego nas sete principais regiões metropolitanas do País diminuiu entre setembro e outubro deste ano, passando de 11,4% para 10,8% da PEA (População Economicamente Ativa). De acordo com os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgados pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no mês passado o contingente de desempregados foi estimado em 2,4 milhões de pessoas, 116 mil a menos do que em setembro. Na comparação com outubro do ano passado, houve queda de 18,1%, já que, na época, o contingente de desempregados era de 2,931 milhões.
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Foco também no IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), que apontou redução da inflação na terceira quadrissemana de novembro. O mercado tem dado atenção redobrada aos indicadores de inflação, na aposta de que a Selic pode ter sua elevação antecipada para o início de 2011.
Dólar a R$ 1,723
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7210 na compra e R$ 1,7230 na venda, baixa de 0,69% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 1,17% em novembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,05%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro opera cotado a R$ 1.725, forte baixa em relação ao fechamento de R$ 1.738 da última terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, segue cotado a R$ 1.737, queda frente à cotação de R$ 1.752 vista na sessão anterior.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7220000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,62 para janeiro de 2011, 0,14 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.