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SÃO PAULO – A ALL América Latina (ALLL3) divulgou na manhã desta terça-feira (9) resultado do terceiro trimestre de 2010, comentando também suas perspectivas e investimentos futuros. O lucro líquido consolidado cresceu 19,5% na base de comparação anual, atingindo R$ 69,2 milhões.
No mesmo sentido, a receita líquida consolidada aumentou 9,5%, para R$ 725,5 milhões, excluindo os resultados provenientes da Santa Fé Vagões. Por outro lado, a margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração de caixa) recuou de 51,5% para 50,8% na mesma base de comparação.
Operações no Brasil
No período entre julho e setembro, a A ALL Brasil obteve receita bruta de R$ 790,4 milhões, enquanto no mesmo período do ano anterior havia obtido R$ 725,7 milhões, o que representa variação positiva de 8,9%. A alta na receita foi impulsionada pelo aumento do volume transportado em 9,6%, totalizando 11,034 milhões de TKU (toneladas por quilômetro útil).
O Ebitda alcançou R$ 360,7 milhões, o que equivale a um crescimento nominal de 6,5%, contudo a margem percentual em relação à receita encolheu 1,2 p.p, de 54% para 52,8%, justificados pela mudança no mix de carga transportada de milho e soja, dos menores volumes de carga de retorno e da redução de 16% no volume dos fluxos ferroviários puros no segmento de produtos industriais.
Ao final de setembro, a A ALL Brasil havia acumulado lucro líquido de R$ 75,1 milhões no trimestre, enquanto no mesmo período de 2009, o valor era de R$ 67 milhões, o que representa alta de 12,1% na comparação entre períodos. Nos primeiros nove meses do ano, a performance do lucro líquido é ainda mais significativa, tendo crescido 95,8%, de R$ 124,2 milhões no último ano, para R$ 243,2 milhões.
Capex reduzido
Por fim, a empresa anuncia que as perspectivas para o quarto trimestre são positivas e o Capex (despesa de capital) para 2010 deve ser menor que o guidance inicial, devido a ganhos de preço e melhorias operacionais.
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Foi avaliado também o bom andamento de projetos de longo prazo, como a extensão da rodovia que liga o Alto Araguaia e Rondonópolis e a entrada em operação da parceira com a Rumo, que deverá crescer em volume de acordo com o cronograma de investimentos.