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SÃO PAULO – Diante do maior apetite ao risco dos investidores nesta segunda-feira (13), o dólar comercial mantém a trajetória de queda e ruma para a nona sessão consecutiva de desvalorização. No início desta tarde, a moeda norte-americana recua 0,12%, cotada a R$ 1,718.
O noticiário desta segunda-feira é variado: referências positivas vindas da economia chinesa unem-se à decisão do Comitê de Basileia por regras mais rígidas ao setor financeiro, ao mesmo tempo em que a Comissão Europeia eleva as projeções para o crescimento da região.
Em meio a tudo isso, no Brasil, a balança comercial marcou novo superávit semanal e o relatório Focus trouxe novas estimativas para a economia brasileira, além de mostrar a perspectiva de queda na taxa de câmbio neste ano e no próximo.
China e Europa influenciam apetite por risco
No início da manhã, as notícias vindas da China animaram os investidores. O destaque fica com a retomada da aceleração na produção industrial chinesa, que vinha perdendo ritmo nos últimos meses. Em agosto, a atividade aumentou 13,9% na base anual, frente ao avanço de 13,4% visto em julho.
Na Europa, o viés positivo acompanhou a revisão das estimativas da Comissão Europeia, que quase dobrou as expectativas de crescimento da Zona do Euro e da União Europeia para este ano, prevendo altas de 1,7% e 1,8%.
Todas essas novidades foram vistas em meio à perspectiva de novas regras de capital para o setor financeiro, traçadas pelo Comitê de Basileia. Por aqui, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que as exigências mais duras não irão interferir no crédito e nos juros.
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Balança comercial e Focus
Durante a manhã, os investidores também ficaram atentos às notícias domésticas. Além da oferta da Petrobras, cujo período de reservas começou nesta sessão, os investidores avaliaram o saldo positivo de US$ 159 milhões da balança comercial.
Por fim, o relatório Focus apontou um novo aumento nas projeções de crescimento da economia brasileira neste ano – agora em 7,42% – e indicou redução nas estimativas para o câmbio. Segundo o documento, espera-se que a moeda norte-americana encerre este ano em R$ 1,77 e 2011 em R$ 1,80.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro está sendo cotado a R$ 1.723, baixa de 0,32% em relação ao fechamento de R$ 1.729 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em baixa de 0,29%, atingindo R$ 1.735 frente a R$ 1.740 do fechamento de sexta-feira.