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SÃO PAULO – O mercado de juros futuros encerrou a sessão de quinta-feira (2) em queda, com oscilações mais fortes no longo prazo. O principal evento foi a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) na véspera, que manteve a Selic em 10,75% ao ano, encerrando assim o ciclo de aperto monetário iniciado em abril.
As taxas de curto prazo já haviam amplamente precificado a decisão nesse sentido, mas ainda assim o movimento pendeu para o lado negativo, o que mostra uma correção às apostas daqueles que previam nova alta na Selic. Vale notar o forte volume de contratos negociados com vencimento em outubro deste ano. Para a LCA Consultores, o BC parece disposto a ampliar o período de tempo requerido para que ocorra convergência da inflação à meta, “conforme sugestão da ata da última reunião”.
No entanto, a LCA aguarda a divulgação da ata referente à reunião para analisar melhor a decisão do Copom. “Até lá, o cenário mais provável passa a ser o de manutenção da taxa Selic em 10,75% ao ano pelo menos até o primeiro trimestre do ano que vem”, completa.
Inflação doméstica
Além disso, também pesa no mercado de juros futuros os números da inflação doméstica: o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente ao mês de agosto apontou inflação de 0,17%, abaixo da variação de 0,30% projetada pelo mercado no último relatório Focus divulgado pelo Banco Central.
Indicadores externos
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulgou que os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram em 6 mil em relação à semana anterior, para 472 mil. Além disso, as vendas pendentes de imóveis avançaram 5,2%, trazendo a percepção de que a economia norte-americana, ainda que em dificuldades, não deve enfrentar nova recessão.
Na Europa, o Banco Central Europeu seguirá seu programa de financiamento das instituições financeiras do continente até o próximo ano, segundo o presidente da principal autoridade monetária do continente, Jean-Claude Trichet. Além disso, em seu pronunciamento após a divulgação da manutenção pelo décimo sexto mês seguido da taxa básica de juro da Zona do Euro em 1% ao ano, Trichet também revisou para cima o crescimento da economia do continente.
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Contrato de outubro de 2010 fechou com taxa de 10,64%
O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em outubro de 2010, registrou uma taxa de 10,64%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:
| Vencimento | Taxa atual | Taxa anter | Diferença | Contr Neg |
|---|---|---|---|---|
| Outubro de 2010 | 10,64 | 10,68 | -0,04 |
1.363.945 |
| Novembro de 2010 | 10,65 | 10,67 | -0,02 |
77.120 |
| Dezembro de 2010 | 10,66 | 10,68 | -0,02 |
22.490 |
| Janeiro de 2011 | 10,66 | 10,71 | -0,05 |
328.930 |
| Abril de 2011 | 10,75 | 10,82 | -0,07 |
76.590 |
| Julho de 2011 | 10,95 | 11,03 | -0,08 |
89.875 |
| Outubro de 2011 | 11,14 | 11,22 | -0,08 |
4.895 |
| Janeiro de 2012 | 11,31 | 11,39 | -0,08 |
283.870 |
| Abril de 2012 | 11,44 | 11,46 | -0,02 |
1.595 |
| Julho de 2012 | 11,52 | 11,55 | -0,03 |
47.300 |
| Janeiro de 2013 | 11,56 | 11,59 | -0,03 |
143.615 |
| Abril de 2013 | 11,56 | 11,55 | +0,01 |
350 |
| Julho de 2013 | 11,52 | 11,56 | -0,04 |
525 |