Indicador nos EUA vem acima do esperado e dólar comercial opera em queda

Initial Claims mostrou recuo do número de pedidos de auxílio desemprego; economia europeia e Petrobras também são destaque

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em queda na manhã desta quinta-feira (2), enquanto investidores se voltam para o noticiário econômico internacional e a capitalização da Petrobras no front doméstico. Ademais, a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) pela manutenção da taxa Selic em 10,75% ao ano também reflete o comportamento do mercado brasileiro nesta sessão. Há pouco, a moeda norte-americana registrava desvalorização de 0,52%, cotada a R$ 1,738 na venda.

Com a variação desta quinta-feira, a divisa registra queda de 1,08% neste mês de setembro e uma desvalorização de 0,18% desde o início do ano.

Decisões e PIB
Junto aos Estados Unidos, cujos números da economia são sempre acompanhados com muita atenção, nesta manhã a Europa também é destaque no noticiário global e contribui para um clima mais ameno entre investidores. Com o menor nervosismo e o aumento do apetite ao risco, o dólar perde força diante de opções mais rentáveis.

Sem novidades, o BCE (Banco Central Europeu) tomou decisões alinhadas à expectativa geral: manteve a taxa básica de juro em 1% ao ano e estendeu o programa de compra de ativos até 2011.

Ainda no Velho Continente, o PIB (Produto Interno Bruto) da União Europeia registrou avanço de 1% no segundo trimestre deste ano, segundo a estimativa lançada nesta quinta-feira pela Eurostat. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado.

Agenda norte-americana
Surpreendendo positivamente, o Initial Claims registrou um total de 472 mil novos pedidos de auxílio desemprego na semana passada, pouco melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 475 mil e abaixo das 478 mil solicitações vistas uma semana antes.

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Já a produtividade do trabalhador nos EUA recuou 1,8% no segundo trimestre, conforme informado pelo Departamento de Trabalho do país. Analistas esperavam recuo um pouco menor, de 1,7%.

Outros dados importantes sobre o mercado imobiliário, mais especificamente sobre vendas pendentes de casas, e sobre o volume de pedidos feitos à indústria dos EUA em julho serão divulgados às 11h00 (horário de Brasília).

Dólar e capitalização da Petrobras
A capitalização da Petrobras não é assunto que se limita ao mercado de ações e também tem reflexos nas negociações cambiais. A NGO Corretora espera que, passados os efeitos do aumento de capital da petrolífera, a taxa de câmbio deve voltar a subir, com o dólar terminando este ano na marca de R$ 2,00. 
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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