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SÃO PAULO – Em um dia de poucas referências na agenda e retomada de temores quanto às perspectivas para a economia mundial, o dólar comercial amplia a valorização já registrada durante a abertura dos negócios. Há pouco, a moeda norte-americana avançava 0,28% em relação ao fechamento de quinta-feira (19), sendo negociada por R$ 1,762 na venda.
Após um dia carregado de referências negativas trazidas pela agenda dos Estados Unidos, os olhares se voltam para a Europa e para os planos do BCE (Banco Central Europeu) para a economia da região.
Muito cedo?
Uma das principais questões a chamar a atenção dos investidores nesta sessão é a sinalização de que a autoridade monetária europeia pretende retirar os estímulos econômicos da região no primeiro trimestre do ano que vem.
“A maioria dessas discussões sobre a continuação da [estratégia de] saída serão focadas no primeiro trimestre”, afirmou o presidente de banco central alemão e membro do BCE, Alex Weber.
Com perspectivas menos favoráveis, investidores procuram posicionar-se de forma mais segura nesta sessão, cenário em que o dólar se torna mais atrativo como opção de investimento.
Brasil
A despeito da escassez de indicadores no âmbito internacional, a agenda brasileira trouxe dados sobre a inflação neste mês. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) apontou deflação de 0,05% na medição deste mês, após registrar variação negativa de 0,09% em julho. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta manhã.
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Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.767, alta de 0,34% em relação ao fechamento de R$ 1.761 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em alta de 0,28%, atingindo R$ 1.778 frente a R$ 1.773 do fechamento de quinta-feira.