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SÃO PAULO – O dólar comercial manteve a trajetória positiva vista na véspera e fechou esta quarta-feira (11) em alta de 0,68%, cotado a R$ 1,77 na venda. Dados econômicos vindos dos EUA e da China disseminaram o pessimismo nos mercados acionários, contribuindo para que a moeda norte-americana ganhasse maior visibilidade como investimento, tendo em vista seu caráter mais conservador.
No front doméstico, a agenda também mostrou-se carregada. O fluxo cambial dos 6 primeiros dias de agosto revelou que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 1,791 bilhão, elevando o superávit acumulado no ano para US$ 5,867 bilhões.
No mesmo período, o Banco Central informou que adquiriu US$ 1,151 bilhão por meio de suas compras diárias no mercado cambial à vista, totalizando desde o início do ciclo de intervenções – em maio de 2009 – um montante de US$ 44,189 bilhões.
E por falar nessas intervenções, a autoridade monetária realizou mais uma delas na tarde desta quarta-feira. O leilão de compra de dólares ocorreu entre as 15h18 e as 15h28 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7672.
Pessimismo internacional
Nos EUA, o déficit na balança comercial cresceu para US$ 49,9 bilhões em junho, bem acima dos US$ 42,2 bilhões esperados pelo mercado. Ainda por lá, o Treasury Budget marcou um resultado deficitário de US$ 165 bilhões, próximo do que era esperado pelos analistas em julho.
Já na China, a alta de 13,4% da produção industrial em julho foi a menor desde janeiro deste ano. Além disso, os novos empréstimos concedidos pelos bancos registraram montante bem abaixo das expectativas dos analistas. Por fim, na Europa, o BoE (Bank of England) reduziu suas projeções de crescimento para o Reino Unido de 3,6% para 3% e ainda afirmou que a inflação deverá ficar abaixo da meta de 2% em 2012.
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Dólar a R$ 1,77
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7680 na compra e R$ 1,7700 na venda, alta de 0,68% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,80% em agosto, frente à baixa de 2,66% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,65%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro encerrou o dia cotado a R$ 1.778, forte alta em relação ao fechamento de R$ 1.763 da última terça-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte alta, atingindo R$ 1.791 frente à R$ 1.775 do fechamento de terça-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7700000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,65 para outubro de 2010, 0,20 ponto percentual abaixo do que foi registrado no fechamento anterior.