Publicidade
SÃO PAULO – Após quatro sessões consecutivas de valorização, o dólar comercial fechou esta terça-feira (20) com significativa queda de 0,67%, sendo cotado na venda a R$ 1,774. Embora indicadores não tenham trazido muito ânimo aos mercados e os resultados corporativos tenham sido predominantemente negativos, o rali nos preços das commodities – e seus efeitos na bolsa brasileira – e especulações acerca de novas medidas de estímulo do Fed contribuíram para o declínio da moeda norte-americana.
A alta nos preços das commodities faz com que os países exportadores recebam um maior volume monetário pela sua mercadoria, fazendo com que o dólar, uma das mais utilizadas moedas de troca do mundo, perca valor frente a outras divisas.
No front doméstico, além da nova compra de dólares realizada pelo Banco Central – operação realizada entre as 15h20 e as 15h30 (horário de Brasília) e com uma taxa de corte de R$ 1,7742 -, vale a pena mencionar que esta terça-feira marca o primeiro dos dois dias de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na qual será decidida na próxima sessão o futuro da política monetária do País.
Fed, resultados e indicadores
Após um começo de dia apreensivo, os investidores demonstraram um maior apetite ao risco durante a tarde, movimento que pode ser explicado em parte pela especulação do mercado de que o Federal Reserve se prepara para anunciar nova medida para tentar forçar os bancos a emprestarem mais, segundo noticiou o o site norte-americano Market Watch. Apesar disso, vale dizer que o dólar já recuava mesmo antes das especulações, refletindo o descolamento do Ibovespa, que avançava impulsionado por siderúrgicas e mineradoras, descolado dos índices de Wall Street.
Essa especulação, aliada à valorização nos preços das commodities, ajuda a ofuscar as referências negativas do dia. Na temporada de resultados corporativos, embora a Harley-Davidson veja suas ações dispararem em Wall Street por conta dos números reportados, o tom negativo mostra-se predominante, com Goldman Sachs, Johnson & Johnson, IBM e PepsiCo decepcionando em seus balanços trimestrais.
O noticiário econômico também não mostrou-se muito animador. Ainda nos EUA, o número de casas em início de construção em junho mostrou-se bem menor que o esperado, atingindo o menor nível desde outubro. Já na Europa, a Hungria entra em foco ao ter captado apenas US$ 156,3 milhões em sua emissão de títulos de dívida.
Continua depois da publicidade
Dólar a R$ 1,774
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7720 na compra e R$ 1,7740 na venda, baixa de 0,67% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,66% em julho, frente à baixa de 0,93% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,88%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1.776, forte baixa em relação ao fechamento de R$ 1.798 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, também fechou em forte baixa, atingindo R$ 1.790 frente à R$ 1.807 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7734000.
Continua depois da publicidade
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,27 para setembro de 2010, 0,06 ponto percentual abaixo do que registrado no fechamento anterior.