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SÃO PAULO – Invertendo a trajetória da abertura dos negócios, o dólar comercial opera em alta no começo desta tarde, favorecido pela instauração de um clima mais incerto e de maior aversão ao risco trazido pela menor confiança do consumidor norte-americano. Há pouco, a moeda era cotada a R$ 1,782 na venda, com acréscimo de 0,56% em relação ao último fechamento.
Como de costume, as referências da agenda influenciam expressivamente o comportamento do mercado e, nesta sessão, somam-se a resultados trimestrais decepcionantes, como os da General Electric e do Bank of America.
Em cenário permeado por temores quanto à maior economia do planeta, o dólar ganha força e se destaca como opção de refúgio para aqueles que procuram investimentos mais seguros.
Indicadores
O Michigan Sentiment apontou 66,5 pontos em julho, resultado inferior às expectativas do mercado, que indicavam 74,5 pontos. Além disso, o dado também ficou abaixo do apurado em junho, quando marcara 76 pontos.
Na agenda norte-americana, atenção ainda para a divulgação de indicadores de inflação. Por lá, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) ficou em linha com as projeções ao marcar deflação de 0,1% em junho.
Já o Core CPI, que exclui os itens mais voláteis, como energia e alimentação, apresentou variação positiva de 0,2% durante o último mês, ficando acima das projeções de mercado e da última medição, ambas de 0,1%.
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Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.791, forte alta de 1,24% em relação ao fechamento de R$ 1.769 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em forte alta de 1,12%, atingindo R$ 1.803 frente a R$ 1.783 do fechamento de quinta-feira.