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SÃO PAULO – O dólar comercial amplia sua valorização no começo desta tarde, conforme a aversão ao risco segue em alta entre investidores nos negócios desta terça-feira (29). Em meio a indicadores ruins e dúvidas quanto ao crescimento chinês, a moeda norte-americana segue cotada a R$ 1,807 na venda, em forte alta de 1,35%.
A economia chinesa domina o olhar do mercado nesta terça-feira e motiva investidores ao redor do globo a procurar refúgio no investimento no dólar norte-americano, considerado opção mais segura face às incertezas trazidas pelo momento. A moeda também é favorecida pela fuga de capitais de mercados tidos como mais arriscados, como é o caso do Brasil.
Números ruins
Na China, o grupo de pesquisa Conference Board revisou o leading indicators, índice que consolida uma série de dados econômicos para a China. Os números de abril foram atualizados para um avanço de 0,3%, ante alta de 1,7% divulgada anteriormente.
Ainda na Ásia, o mercado de trabalho japonês também é motivo de preocupação. O desemprego do país atingiu a marca de 5,2% em maio, contra os 5,1% registrados em abril. A expectativa era de que a taxa caísse para 5,0% no mês.
No mesmo sentido, os gastos dos consumidores registraram queda de 0,7% em maio em comparação ao mesmo período de 2009, ante expectativa de avanço de 0,5%.
Confiança decepcionante
Já nos Estados Unidos, os indicadores econômicos também contribuem para a instauração do clima de maior aversão ao risco. A confiança do consumidor norte-americano ficou bem abaixo do esperado, ao atingir 52,9 pontos, enquanto mercado esperava algo em torno de 62,0 pontos.
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Por sua vez, os preços dos imóveis norte-americanos subiram 3,81% em abril, de acordo com dados divulgados pela S&P (Standard & Poor’s). O avançou bateu as estimativas de alta de 3,4% para o período.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho está sendo cotado a R$ 1.806, forte alta de 1,32% em relação ao fechamento de R$ 1.782 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em forte alta de 1,34%, atingindo R$ 1.818 frente a R$ 1.794 do fechamento de segunda-feira.