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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia a tarde desta quinta-feira (17) mantendo a trajetória de queda, enquanto o sucesso da operação de venda de títulos da dívida espanhola sobrepõe-se a indicadores econômicos desfavoráveis no Estados Unidos. Há pouco, a moeda norte-americana era negociada a R$ 1,784, com perda de 0,34% em relação à cotação de fechamento da véspera.
Embora dados sobre o mercado de trabalho norte-americano tenham decepcionado, quando comparados à expectativa dos analistas, a recente crise fiscal vivida pela Europa fez com que a conclusão da venda de títulos da dívida espanhola contribuísse para uma procura menor pelo dólar, um ativo que costuma ser refúgio dos investidores em momentos de maior incerteza.
A Espanha conseguiu dissipar os temores de que o país não conseguiria realizar a emissão de títulos devido à forte desconfiança do mercado quanto à capacidade da economia espanhola manter-se solvente.
Dados desfavoráveis
Já nos Estados Unidos, o Initial Claims contabilizou 472 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada. O número se compara à 460 mil solicitações somadas na medição anterior e também à expectativa do mercado, que girava em torno de 450 mil pedidos.
Ainda na agenda norte-americana, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) exibiu deflação de 0,2% em maio, permanecendo aquém das projeções dos analistas, cujas expectativas apontavam para variação negativa de 0,1%.
Por sua vez, o déficit em conta corrente dos Estados Unidos atingiu US$ 109 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ficando menor do que as expectativas de mercado, que giravam em torno de US$ 124 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
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Brasil
Por aqui, o principal destaque da agenda fica para a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando a autoridade elevou a Selic para 10,25% ao ano. Apoiando sua decisão nos indicadores econômicos divulgados desde abril, o comitê afirmou que “o conjunto de informações disponíveis evidencia continuidade da deterioração da dinâmica inflacionária na margem, embora em um ritmo menor”.
Análise
Avaliando os dados do fluxo cambial, que acumulou um saldo negativo de US$ 1,776 até o dia 11 deste mês, segundo informações do Banco Central do Brasil, a NGO Corretora de Câmbio afirmou em relatório que o resultado “tem evidências bastante objetivas e claras de que a formação do preço da moeda americana decorre diretamente dos posicionamentos dos bancos, tanto no mercado à vista quanto no futuro, este na BM&F, e nada tem a ver com o fluxo cambial”.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho está sendo cotado a R$ 1.788, baixa de 0,53% em relação ao fechamento de R$ 1.797 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em leve baixa de 0,11%, atingindo R$ 1.803 frente a R$ 1.805 do fechamento de quarta-feira.