Dólar comercial ganha forças no final da sessão e fecha com alta de 0,33%

Contudo, moeda acumulou perdas de 2,31% na semana; divergência entre indicadores econômicos trouxe instabilidade aos mercados

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SÃO PAULO – Após alternar entre perdas e ganhos no intraday, o dólar comercial consolidou uma tímida trajetória positiva no final do dia, fechando esta sexta-feira (11) com modesta alta de 0,33%, sendo cotado na venda a R$ 1,816. Contudo, a moeda, que vinha de três sessões consecutivas em queda, acumulou uma desvalorização de 2,31% na semana.

Diferente dos dias anteriores, os mercados mostraram-se mais temerosos no último pregão desta semana. Indicadores norte-americanos trouxeram referências divergentes, contribuindo para o clima mais instável nos mercados, o que favorece uma maior procura por investimentos mais seguros, como é o caso do dólar.

Ajudando na apreciação da divisa norte-americana, o Banco Central do Brasil realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h30 e as 15h40 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,8139.

Ainda por aqui, destaque para o discurso de Henrique Meirelles. Em evento realizado em São Paulo, o presidente do BaCen falou, entre diversos assuntos, sobre a estabilidade da economia brasileira, que tem sido o principal alicerce para o crescimento do País. Além disso, Meirelles afirmou que a moeda brasileira tem ganhado relevância no mercado internacional, sendo cada vez mais usada como reserva de valor.

Agenda internacional
No front internacional, as incertezas predominaram na agenda econômica. Nos EUA, enquanto que a confiança do consumidor ficou acima do esperado em junho, os estoques das empresas norte-americanas cresceram menos do que o previsto para abril. Além disso, o volume das vendas ao mercado varejista no país decepcionou ao registrar queda de 1,2% em maio.

Ainda nesta sexta-feira, a economia chinesa mostrou que suas vendas ao varejo avançaram 18,7% em maio, enquanto a produção industrial subiu 16,5%, ambas na comparação anual. Já na Europa, o déficit de conta corrente ficou em € 23,4 bilhões no primeiro trimestre de 2010.

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Copa do Mundo paralisará o câmbio
Por fim, vale a pena destacar o comunicado do Banco Central referente ao horário de negociações no mercado cambial em dias de jogos da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo. De acordo com a autoridade monetária, quando o Brasil jogar às 15h30 – como será na próxima terça-feira (15) -, as operações no mercado interbancário serão registradas somente até às 13h30, com confirmação às 14h, ficando paralisadas após esse horário.

Já em dias que a seleção jogará às 11h, a transação no interbancário estará disponível para registro das 9h às 10h, com confirmação até às 10h30. Após o jogo, o registro das operações será retomado às 14h30, durando até as 17h, com confirmação até as 17h30.

Dólar a R$ 1,816
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8140 na compra e R$ 1,8160 na venda, alta de 0,33% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,27% em junho, frente à alta de 4,78% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,30%.

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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho  encerrou o dia cotado a R$ 1.818, alta em relação ao fechamento da última quinta-feira, de R$ 1,814. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em alta, atingindo R$ 1.830 frente à R$ 1.829 do fechamento de quinta-feira.  

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8160000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,41 para agosto de 2010, 0,03 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.