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SÃO PAULO – Ganhando forças no final do dia, o dólar comercial fechou em alta pela segunda sessão consecutiva, registrando nesta segunda-feira (7) forte valorização de 1,02%, sendo cotado na venda a R$ 1,878 – maior patamar desde 5 de fevereiro deste ano, quando a moeda terminou os negócios vendida a R$ 1,888.
Novos sinais de incerteza acerca da situação fiscal da Hungria renovaram a apreensão dos mercados no primeiro pregão desta semana. Esse cenário favorece para a apreciação da divisa norte-americana, já que os investidores passam a buscar opções tidas como mais seguras – como o dólar – em situações de aversão ao risco. Além disso, a nova intervenção do Banco Central no câmbio favoreceu para esta trajetória.
Durante a tarde, quando o dólar chegou a beirar a estabilidade, o BaCen entrou no mercado realizando mais uma compra de dólares por meio de leilão. A operação ocorreu entre as 15h36 e as 15h46 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,873.
Também no front doméstico, a balança comercial mostrou que as exportações superaram as importações em US$ 1,145 bilhão durante a primeira semana de junho, elevando o superávit no ano do País para US$ 6,762 bilhões. Por fim, o relatório Focus mostrou novas projeções favoráveis para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2010, assim como também uma expectativa mais amena em relação à inflação.
Cenário internacional
Além da continuação das incertezas em torno da economia húngara, os investidores também avaliaram a reunião dos ministros das Finanças dos países que compõem o G20 durante o final de semana. O encontro falhou em assegurar passos que poderiam fortalecer a recuperação econômica global, ao afirmar que a retomada mundial ainda enfrenta “desafios significativos”.
Nos EUA, ecoa nos mercados a intimação da FCIC (Comissão de Inquérito da Crise Financeira, na sigla em inglês) ao Goldman Sachs, após acusações de fraudes em produtos atrelados ao subprime. Ainda por lá, o Consumer Credit surpreendeu ao revelar um avanço de US$ 1 bilhão no montante de crédito concedido entre março e abril, enquanto que os analistas esperavam um recuo de US$ 2 bilhões no período.
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Dólar a R$ 1,878
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8760 na compra e R$ 1,8780 na venda, forte alta de 1,02% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,0000, representando um ágio de 6,61% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 3,13% em junho, frente à alta de 4,78% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,86%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho encerrou o dia cotado a R$ 1.890, alta em relação ao fechamento de R$ 1.875 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em forte alta, atingindo R$ 1.900 frente à R$ 1.880 do fechamento de sexta-feira.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8760000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,39 para agosto de 2010, 0,01 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.