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SÃO PAULO – O dólar comercial consegue manter a forte valorização no começo desta tarde, enquanto o clima nos mercado permanece dominado pela maior aversão ao risco. Minimizando os efeitos de indicadores norte-americanos, o mercado volta-se para dados econômicos na Europa, reflexos da crise grega e novas medidas chinesas.
Neste cenário, a moeda norte-americana ganha mais força como investimentos mais conservador e seguro, e agora há pouco, operava cotada a R$ 1,751, em forte alta de 1,10%.
Temores e apertos
Dentre os assuntos que chamam atenção dos investidores nesta sessão, destaque para a decisão do governo de Pequim, que optou por limitar a compra de novos apartamentos para um por família. Esta é mais uma medida que vai de encontro ao claro interesse chinês de conter uma bolha no setor imobiliário, cujos preços seguem inflacionados.
A dívida grega também volta a ser motivo de preocupação nesta tarde. Os protestos da população grega contra as medidas assumidas pelo país em contrapartida ao plano de salvação aumentam os temores de que a crise possa se espalhar por outras economias da Zona do Euro.
Ainda por lá, mais cedo, o indicador que mede o volume de vendas do varejo alemão recuou 2,4% em março, na base mensal, atingindo um ritmo de queda maior que o esperado por analistas.
Da Europa para a Austrália, onde o banco central do país elevou a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, para 4,5% ao ano, na esteira do aumento das projeções para a inflação do país. Cabe notar que este é o sexto aumento da taxa desde outubro do ano passado.
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Sentido oposto
Em trajetória oposta a todas as referências que determinam o clima de menor apetite ao risco, os indicadores norte-americanos vieram melhor que o esperado pelo mercado. Por lá, a assinatura de contrato de vendas de casas cresceu 5,3% em março, enquanto o volume de encomendas à indústria norte-americana aumentou 1,3% no mesmo período.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 1.765, forte alta de 1,55% em relação ao fechamento de R$ 1.738 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte alta de 1,51%, atingindo R$ 1.777 frente a R$ 1.750 do fechamento de segunda-feira.