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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia a tarde desta quinta-feira (29) em forte queda, impulsionado pela redução da aversão ao risco diante de indicadores e em reação ao aumento da taxa Selic. Há pouco a moeda era negociada a R$ 1,729, configurando deságio de 1,26% em relação ao fechamento anterior.
Passado o nervosismo trazido pelo rebaixamento dos ratings soberanos de alguns países europeus nas últimas sessões, quem ganha maior destaque nesta quinta-feira é a agenda econômica. Face aos sinais de manutenção do ritmo de recuperação econômica, investidores começam a abandonar a seguridade do dólar e partir para investimentos mais arriscados, pressionando a cotação da moeda norte-americana.
No front doméstico, a surpreendente alta de 75 pontos base na taxa básica de juro anunciada na véspera ainda reflete o humor do mercado nesta sessão. A elevação da Selic denota preocupações da autoridade monetária brasileira com pressões inflacionárias e o superaquecimento da economia.
Indicadores
Em dia com agenda movimentada, a confiança do consumidor e do empresariado na Zona do Euro atingiu o maior nível em dois anos, avançando para 100,6 pontos em abril. Cabe lembrar que o indicador ficou acima do número visto no mês anterior e também das expectativas dos analistas.
Por sua vez, o número de desempregados na Alemanha caiu em 68 mil em abril, para 3,29 milhões. A queda foi a maior desde janeiro de 2008 e ultrapassou as expectativas do mercado de uma redução perto de 10 mil. A taxa de desemprego do país caiu para 7,8%, ante 8%.
Já nos Estados Unidos, o Initial Claims registrou um número de pedidos de auxílio desemprego maior que o esperado pelo mercado na semana passada, quando contabilizou 448 mil novos pedidos. O número ultrapassou as estimativas dos analistas, que esperavam algo em torno de 445 mil novos pedidos.
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Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio está sendo cotado a R$ 1.732, forte baixa de 1,11% em relação ao fechamento de R$ 1.752 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em forte baixa de 1,02%, atingindo R$ 1.744 frente a R$ 1.762 do fechamento de quarta-feira.