Dólar segue oscilando entre altas e baixas nesta segunda-feira

Câmbio é influenciado por clima cauteloso e uma agenda pesada de indicadores; há pouco, dólar comercial era cotado a R$ 1,766

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue oscilando entre altas e baixas nesta segunda-feira de clima prudente e agenda econômica carregada. Há pouco, a moeda subia 0,23% e era cotada na venda a R$ 1,766.

Entre as notícias que influenciam os mercados nesta segunda-feira está o pedido feito pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, no domingo (18), para que a autoridade de serviços financeiros da região investigue também o Goldman Sachs. No mesmo sentido, o Bafin, órgão regulador do sistema financeiro alemão, também solicitou que a SEC lhe forneça detalhes sobre a investigação.

O Goldman Sachs foi acusado na última sexta-feira (16) pela SEC de ter feito declarações falsas e omitido informações relevantes sobre um produto que tinha sua performance atrelada a títulos lastreados em hipotecas de alto risco (subprime) pouco antes do estouro da crise em 2008. Com isso, a agência estima que foi perdido US$ 1 bilhão. O Goldman nega as acusações.

China
Além dos temores que vem do Goldman Sachs e de seu impacto nos mercados, a China também tem pesado no humor dos operadores de câmbio. No final de semana o governo chinês anunciou uma restrição à concessão de hipotecas, o que reacendeu as preocupações sobre o superaquecimento do mercado imobiliário do país.

Agenda
Nesta segunda-feira, saíram dados sobre inflação no Brasil com o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) medindo variação positiva de 0,23% na segunda quadrissemana de abril.

Ainda no dia o Banco Central divulgou o relatório Focus com a quinta alta consecutiva para o PIB (Produto Interno Bruto) estimado no final de 2010. De acordo com a mediana dos economistas ouvidos pelo Bacen na semana, o mercado espera que a atividade econômica brasileira avance 5,81% neste ano, frente à expectativa de alta de 5,60% vista na última edição do relatório.

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Além disso, as expectativas para a taxa básica de juro brasileira ao final de 2010 também subiram, passando de 11% para 11,50% ao ano. Já o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial de inflação do País, teve suas perspectivas elevadas pela décima terceira semana consecutiva, com a variação do indicador esperada a 5,32% ao final de 2010.

Do lado norte-americano, o Leading Indicators registrou variação positiva de 1,4% no mês de março, ante uma expectativa de 1,1% de alta. O indicador também veio acima do visto em fereveiro, de avanço de 0,4%. O relatório traz a compilação de diversos indicadores já publicados, como permissão para construção, custo da mão-de-obra e auxílio desemprego.

Dólar futuro na BM&F 
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio está sendo cotado a R$ 1.765, alta de 0,17% em relação ao fechamento de R$ 1.762 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em baixa de 0,17%, atingindo R$ 1.774 frente a R$ 1.777 do fechamento de sexta-feira.

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