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SÃO PAULO – Após alternar entre perdas e ganhos do intraday, o dólar comercial acabou fechando com queda de 0,34% nesta segunda-feira (19), sendo cotado na venda a R$ 1,756. Apreensão em torno de Goldman Sachs e China contrastaram com resultados melhores que o esperado do Citigroup e com números positivos do Leading Indicators.
Eventos no âmbito doméstico também tiveram destaque. Como de costume, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação teve início às 12h24 e terminou às 12h34 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,760.
Ainda por aqui, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) divulgou os dados da balança comercial, mostrando que as importações superaram as exportações em US$ 108 milhões na última semana, reduzindo o superávit acumulado em abril para US$ 682 milhões.
Fechando as referências domésticas, o relatório Focus mostrou a quinta alta consecutiva para o PIB (Produto Interno Bruto) estimado no final de 2010. De acordo com a mediana dos economistas ouvidos pelo Bacen na semana, o mercado espera que a atividade econômica brasileira avance 5,81% neste ano, frente à expectativa de alta de 5,60% vista na última edição do relatório.
Divergência internacional
Mais uma vez, os sinais emitidos pelas economias internacionais dividiram os investidores ao longo do pregão, favorecendo para o cenário de instabilidade tanto nas bolsas de valores quanto no mercado cambial. O principal destaque negativo ficou com o Goldman Sachs que, após ter sido acusado na última sexta-feira (16) pela SEC (Securities and Exchange Comission) de emitir declarações falsas e omitir informações, agora tem sido alvo de investigações pelos orgãos regulatórios de Reino Unido e Alemanha.
Além dos temores que vem do Goldman Sachs e de seu impacto nos mercados, a China também teve seu peso no humor dos operadores de câmbio. No final de semana, o governo chinês anunciou uma restrição à concessão de hipotecas, o que reacendeu as preocupações sobre o superaquecimento do mercado imobiliário do país, ligando o sinal de alerta dos investidores.
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Contrabalanceando com essas referências, o Citigroup anunciou um lucro líquido de US$ 4,43 bilhões no primeiro trimestre, resultados superior ao de US$ 1,59 bilhão registrado no mesmo período do ano passado. Ainda nos EUA, o Leading Indicators registrou variação positiva de 1,4% no mês de março, ante uma expectativa de 1,1% de alta. O relatório traz a compilação de diversos indicadores já publicados, como permissão para construção, custo da mão-de-obra e auxílio desemprego.
Dólar a R$ 1,756
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7540 na compra e R$ 1,7560 na venda, baixa de 0,34% em relação ao fechamento anterior.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,40% em abril, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana chega a 0,85%.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 1.759, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.762 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa, atingindo R$ 1.771 frente à R$ 1.777 do fechamento de sexta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7552000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,17% para junho de 2010, 0,02 ponto abaixo do que foi visto no último fechamento.