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SÃO PAULO – Assim como foi visto nas outras sessões desta semana, o dólar comercial permaneceu durante todo o dia no vermelho, apesar da instabilidade vista nos mercados. Acentuando suas perdas nas últimas horas de negociações, a moeda fechou esta quarta-feira (31) com desvalorização de 0,78%, sendo cotado na venda a R$ 1,781.
Com esta nova queda – a terceira consecutiva -, a divisa norte-americana acumulou em março um recuo de 1,55%. O declínio mensal aconteceu graças à performance vista nesta última semana do mês, quando foi vista uma variação negativa 2,58% ao longo destes três dias.
Vale lembrar que esta quarta-feira marca o dia de formação da Ptax que referenciará a liquidação dos contratos futuros de dólar de abril no segmento BM&F, fator que tem tido influência na movimentação do dólar durante esta semana, por conta da disputa entre comprados e vendidos, conforme Miriam Tavares, diretora da AGK Corretora de Câmbio, havia frisado na sessão anterior.
Destaques do dia
Em uma sessão de indicadores divergentes nos EUA, as referências domésticas tiveram grande destaque. Enquanto Meirelles segue no impasse entre continuar à frente do Banco Central ou dar início à sua carreira política, a autoridade monetária realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h14 e as 15h24 (horário de Brasília) e teve uma taxa aceita em R$ 1,780.
Também foi analisado o Relatório Trimestral da Inflação, no qual o Banco Central mostrou que espera uma inflação em torno de 5,2% neste ano – acima do centro da meta estabelecida pela CMN (Conselho Monetário Nacional), de 4,5% -, reforçando a possibilidade de alta da Selic nos próximos meses.
Dando continuidade à agitada agenda econômica do País, o Bacen mostrou no fluxo cambial que a entrada de dólares no Brasil superou a saída em US$ 1,53 bilhão durante o mês de março (até o dia 26), levando o resultado acumulado em 2010 para US$ 2,206 bilhões.
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A autoridade monetária também apresentou novos números referentes às suas compras de dólares. Até o dia 26 de março, US$ 2,815 bilhões foram captados em março no mercado cambial, levando o montante comprado desde o início do ciclo de intervenções – em maio de 2009 – para US$ 32,350 bilhões. Com isso, as reservas internacionais avançaram para US$ 243,132 bilhões.
Agenda norte-americana
No front externo, a pauta econômica norte-americana contribuiu para a instabilidade vista ao longo do dia nos mercados. O ADP Employment Report apontou o fechamento de 23 mil postos de trabalho no setor privado dos EUA em março – resultado pior do que o esperado -, enquanto o nível da atividade industrial na região de Chicago atingiu 58,8 pontos, também aquém das estimativas.
Contrastando com esses indicadores, o volume de encomendas à indústria norte-americana aumentou 0,6% durante o mês de fevereiro, superando as expectativas do mercado, que previa crescimento em torno de 0,5%.
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Dólar a R$ 1,781
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7790 na compra e R$ 1,7810 na venda, forte baixa de 0,78% em relação ao fechamento anterior.
Com esta queda, o dólar acumulou desvalorização de 1,55% em março, frente à queda de 4,13% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,29%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril encerrou o dia cotado a R$ 1.781, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.792 da última terça-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa, atingindo R$ 1.789 frente à R$ 1.802 do fechamento de ontem.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7797000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,01% para junho de 2010, 0,03 ponto abaixo do que foi visto no último fechamento.