Dólar responde com queda a sinais divergentes nos EUA e no Japão

Confiança do consumidor norte-americano impressiona positivamente; produção industrial do Japão recua 0,9%

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SÃO PAULO – Em cenário marcado por instabilidade nos mercados financeiros, que digerem a divulgação de indicadores econômicos divergentes, o dólar comercial inicia a tarde desta terça-feira (30) mantendo a queda já observada pela manhã. Há pouco, a moeda registrava desvalorização de 0,44%, cotada a R$ 1,795 na venda.

Nesta sessão, a percepção do mercado em relação às condições macroeconômicas ainda pressiona o dólar, que se mantém como uma opção de investimento menos atrativa, mesmo em cenário instável.

No front doméstico, os movimentos do mercado cambial desta terça-feira ainda retratam “a disputa entre comprados e vendidos para a formação da Ptax de abril na próxima quarta-feira (31)”, como explica a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares.

Miriam ainda ressalta que “a notícia de que a Vale conseguiu estabelecer um reajuste anual de 90% nos preços do minério de ferro junto às siderúrgicas asiáticas vai pesar positivamente para o mercado de câmbio doméstico”.

Indicadores econômicos
Pela manhã, a alta acima do esperado da edição revisada do PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido no quarto trimestre de 2009 disputou espaço no noticiário econômico com o avanço abaixo do esperado da atividade econômica francesa nos três últimos meses de 2009.

Já nos Estados Unidos, o índice que mede a confiança do consumidor norte-americano ficou acima das expectativas ao marcar 52,5 pontos no mês de março, enquanto projeções apontavam para algo em torno de 51,0 pontos.

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Em contrapartida, no Japão, a produção industrial caiu 0,9% em fevereiro após 11 meses consecutivos de alta. Por sua vez, a taxa de desemprego da economia japonesa manteve-se estável em 4,9%, rompendo a sequência de dois meses seguidos de recuo.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda 
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril é cotado a R$ 1.795, forte baixa de 0,83% em relação ao fechamento de R$ 1.810 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em forte baixa de 0,85%, atingindo R$ 1.805 frente a R$ 1.821 do fechamento de segunda-feira.