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SÃO PAULO – De um lado, novos temores sobre a situação fiscal das economias periféricas europeias; de outro, mais números preocupantes sobre o mercado imobiliário norte-americano. Neste contexto, as bolsas seguem imersas em trajetórias de queda na tarde desta quarta-feira (24).
A agência de classificação de risco Fitch Ratings decidiu rebaixar a nota de Portugal de “AA” para “AA-“, avaliando que as perspectivas de recuperação econômica do país permanecem aquém das demais economias da Zona do Euro. Na Grécia, persistem as preocupações em torno do plano de resgate, ainda indefinido.
Nos EUA, a agenda também não traz números animadores. O número de pedidos e entregas de bens duráveis à indústria avançou 0,5% em fevereiro na comparação com o mês anterior, abaixo das expectativas de alta de 0,6%. Mas o destaque fica por conta do New Home Sales, que registrou também no segundo mês do ano o menor patamar de vendas de casas novas em toda sua série histórica de medições.
Por aqui, a única referência de maior peso a constar na agenda é a divulgação da Nota de Mercado Aberto de fevereiro. Enquanto o relatório não sai, o mercado avalia o noticiário, cujo destaque fica por conta das novas descobertas anunciadas pela Petrobras (PETR4, PETR3) e OGX Petróleo (OGXP3).
Treasuries e petróleo
A aversão ao risco nas bolsas provoca forte alta na trajetória do preço dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, ativos reconhecidos por seu perfil mais seguro cujo rendimento, com isso, trilha forte queda.
No mercado de commodities, o dia também é de movimentos negativos nas cotações, sobretudo em função da alta registrada pelo dólar. O petróleo segue a tendência e também cai nesta tarde: em Nova York, o barril é negociado a US$ 79,63, forte desvalorização de 1,33%.
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Câmbio e renda fixa
O dólar comercial segue a tendência de alta da divisa lá fora e mantém trajetória ascendente desde o começo das negociações, sendo cotado a R$ 1,791 – uma valorização de 0,51% em relação ao último pregão.
Por sua vez, o mercado de juros futuros na BM&F Bovespa não apresenta tendência homogênea, com os contratos oscilando entre altas, quedas e movimentos estáveis.
Ibovespa em baixa
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta leve baixa de 0,14% nesta tarde e atinge 69.289 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,682 milhões.
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O principal destaque negativo fica com as ações ordinárias da Cosan (CSAN3), que registram desvalorização de 2,57% e são cotadas a R$ 22,41. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -12,46%.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| CSAN3 | Cosan ON | 22,41 | -2,57 | -12,46 | 12,62M |
| NETC4 | Net PN N2 | 23,04 | -2,08 | -4,00 | 16,72M |
| UGPA4 | Ultrapar PN | 83,75 | -1,93 | +6,06 | 8,81M |
| BRKM5 | Braskem PNA | 12,96 | -1,89 | -7,95 | 6,10M |
| CESP6 | Cesp PNB | 23,42 | -1,89 | -2,54 | 3,56M |
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| GFSA3 | Gafisa ON | 12,90 | +2,79 | -8,64 | 107,36M |
| RDCD3 | Redecard ON | 31,22 | +2,70 | +7,66 | 41,04M |
| PETR3 | Petrobras ON | 40,46 | +1,40 | -2,86 | 103,97M |
| OGXP3 | OGX Petróleo ON | 16,79 | +1,33 | -1,81 | 125,56M |
| PETR4 | Petrobras PN | 36,28 | +1,28 | -1,12 | 411,21M |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)