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SÃO PAULO – Após atingir uma valorização acima de 0,7% durante a manhã, o dólar comercial foi perdendo forças gradualmente – à medida que referências de Grécia e Estados Unidos levantaram os ânimos dos investidores -, chegando a operar no campo negativo durante a tarde. Contudo, a trajetória positiva prevaleceu e a moeda fechou esta quarta-feira (3) com leve alta de 0,17%, sendo cotada na venda a R$ 1,784 e interrompendo assim uma sequência de três quedas.
Divulgado bem próximo ao fechamento do mercado cambial, o Livro Bege do Federal Reserve mostrou que a economia norte-americana segue se recuperando de forma modesta, com nove das doze regiões avaliadas mostrando melhoras na atividade durante os últimos meses. Vale destacar que, no documento divulgado em janeiro, dez regiões conseguiram reportar evolução.
Fluxo cambial e compra de dólares
Além dos sinais emitidos pelas economias internacionais, os investidores também tiveram em mãos os dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. Um deles foi o fluxo cambial, mostrando em fevereiro que a saída de dólares do País superou a entrada em US$ 339 milhões. Durante o mês, o saldo comercial negativo de US$ 2,285 bilhões ofuscou o saldo financeiro, que ficou positivo em US$ 1,886 bilhão. No entanto, o resultado acumulado em 2010 continua superavitário, em US$ 676 milhões.
A autoridade monetária também trouxe números referentes às suas compras de dólares no mercado à vista, mostrando que foram adquiridos US$ 350 milhões no mercado cambial à vista em fevereiro, totalizando desde o início do ciclo de intervenções – em maio de 2009 – um montante de US$ 29,537 bilhões captados. Assim, as reservas internacionais do País inflaram para US$ 241,033 bilhões no final do mês.
E por falar nessas intervenções, o Bacen realizou nesta quarta-feira mais um leilão para adquirir dólares no mercado à vista. A operação ocorreu entre as 15h34 e as 15h44 (horário de Brasília), com uma taxa de corte de R$ 1,7828.
Grécia e EUA animam mercados
Além do Beige Book, os investidores também analisaram as decisões tomadas na Grécia. O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou medidas mais austeras na reforma fiscal no país, prevendo uma redução de gastos e aumento da carga tributária, que juntos deverão resultar numa economia de € 4,8 bilhões (US$ 6,49 bilhões) em seus cofres.
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Voltando à agenda econômica norte-americana, ganhou destaque o ISM Services, que registrou 53 pontos em fevereiro, resultado melhor que o esperado pelos analistas (51 pontos) e a maior expansão mensal desde outubro de 2007. Ainda por lá, os postos de trabalho no setor privado recuaram em linha com o esperado em fevereiro.
Dólar a R$ 1,784
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7820 na compra e R$ 1,7840 na venda, alta de 0,17% em relação ao fechamento anterior.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,38% em março, frente à queda de 4,11% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,46%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril encerrou o dia cotado a R$ 1.798, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.803 da última terça-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa, atingindo R$ 1.804 frente à R$ 1.813 do fechamento de terça-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7790000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,15% para maio de 2010, 0,18 ponto percentual abaixo do que foi visto no último fechamento.