Indicadores econômicos desfavoráveis impulsionam cotação do dólar comercial

Confiança do consumidor norte-americano atinge menor nível em 10 meses, provocando maior aversão ao risco nesta sessão

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SÃO PAULO – Indicadores desfavoráveis da Europa aos Estados Unidos, e o consequente clima de maior aversão ao risco impulsionam o dólar comercial, que, em linha com a trajetória observada na abertura do mercado de câmbio, opera com valorização de 0,72%, negociado a R$ 1,825 na venda no inicio da tarde desta terça-feira (23).

Nos EUA, a confiança do consumidor norte-americano atingiu o menor nível dos últimos 10 meses. Em janeiro, o índice marcou 46,0 pontos, muito aquém dos 55,0 pontos projetos pelo mercado para o período.

Ainda no país, o S&P Case-Shiller Home Price, responsável por medir a variação no preço dos imóveis no país, indicou queda de 3,08% em dezembro, na base de comparação anual. O recuo do indicador permaneceu levemente abaixo da expectativa de queda de 3,1% no último mês de 2009.

Mais cedo, na Alemanha, a confiança do empresariado também decepcionou, ao cair pela primeira vez em quase um ano. O indicador recuou de 95,8 pontos para 95,2 pontos, enquanto os analistas esperavam alta para 96 pontos.

Piso
Segundo a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, “diante da cautela que ainda permeia o ambiente de negócios nos mercados internacionais, o patamar de R$.1,80 está sendo considerado um “piso” para a moeda no curto prazo”.

Na véspera, quando as cotações romperam este nível de preços, imediatamente o mercado retomou a compra de dólares e as cotações voltaram a avançar, conforme explica a economista.

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Dólar futuro na BM&F também opera em alta 
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março está sendo cotado a R$ 1.825, alta de 0,61% em relação ao fechamento de R$ 1.814 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em alta de 0,66%, atingindo R$ 1.837 frente a R$ 1.825 do fechamento de segunda-feira.