Publicidade
SÃO PAULO – Frente aos recentes indicadores sobre as exportações de celulose do Brasil, os analistas do Citigroup aumentaram a atenção sobre o desempenho do setor no País. Eles mantém o otimismo com os papéis de Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5), com recomendação de compra aos dois.
O que preocupa o banco norte-americano é a queda das exportações do produto, que em janeiro caíram 13%, marcando o segundo mês consecutivo de retração. A diminuição das remessas para a China, por conta das perspectivas negativas para a atividade industrial do país, foram apontadas como o principal fator que levou a esta queda, apesar do aumento das exportações para a América do Norte e Europa.
“A China continua em nosso radar, conforme acreditamos que qualquer pressão sobre os preços de celulose será, inicialmente, em decorrência de uma redução da atividade chinesa”, escrevem os analistas.
As preocupações também se devem às preocupações com o aquecimento da atividade de celulose no País, o que pode se traduzir em pressão sobre as cotações, aponta o banco norte-americano, em vista da elevação dos estoques. Apesar da diminuição das exportações, a capacidade utilizada pela indústria de celulose nacional se manteve em patamares altos ao longo do mês, de acordo com a apuração do Citigroup.
Papel
Em sentido contrário, as importações brasileiras de papel cresceram cerca de 24% no último mês, na base de comparação anual, o que pode pressionar as margens do segmento de papel. Todavia, o Citi afirma que, por conta da perspectiva de enfraquecimento do real e uma suave recuperação na demanda global, as importações devem se reduzir ao longo de 2010, já estando próximas do ponto de inflexão.
Estratégia
Contudo, apesar do cenário preocupante desenhado pelos analistas, eles mantém recomendação de compra para as ações da Fibria e da Suzano. “Usaríamos qualquer fraqueza (do mercado), por conta de dados negativos, para aumentar as posições, uma vez que, na nossa visão, estes dados devem ser revertidos no curto prazo”.