Pregão é de clima dividido: Ibovespa e Europa sobem, mas EUA segue em queda

Dólar cai frente às principais moedas, inclusive em relação ao real, e sustenta movimento ascendente às commodities

Publicidade

SÃO PAULO – Após o forte movimento negativo que predominou sobre as bolsas no final da semana passada, o clima nos mercados internacionais nesta segunda-feira (8) segue incerto, com os negócios em Wall Street em queda e, em contrapartida, as bolsas europeias e brasileira em alta.

O dia começou com novos rumores na mídia chinesa de que o governo por lá adotará mais medidas para conter a desenfreada concessão de crédito no país. Mas o noticiário corporativo na Europa veio recheado de boas referências, como os resultados da Xstrata e o otimismo da Audi, impulsionando os negócios por lá.

Do outro lado do Atlântico, a despeito da escassez de indicadores econômicos de peso previstos para a sessão, as bolsas norte-americanas seguem no campo negativo, em sessão marcada por declarações do ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, de que a recuperação econômica no país será lenta.

Por aqui, a agenda é a tradicional das segundas-feiras: o relatório Focus mostrou projeções maiores do mercado para o desempenho da produção industrial neste ano; a balança comercial encerrou a primeira semana do mês deficitária em US$ 172 milhões; e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 7 de fevereiro marcou inflação de 1,33%, taxa 0,04 ponto percentual acima da apurada na medição anterior.

Treasuries e petróleo
O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em leve alta, demonstrando queda em seu preço. Já o risco-País mostra queda de 3 pontos-base, ao marcar 241 pontos-base.

No mercado de commodities, o dia é de movimento ascendente nas principais cotações, em parte devido à queda registrada pelo dólar frente a algumas das principais moedas do mundo, como o euro. O barril de petróleo sobe 0,37% em Nova York, sendo negociado a US$ 69,85 cada.

Continua depois da publicidade

Câmbio e renda fixa
O dólar inicia a tarde desta segunda-feira ampliando sua desvalorização frente ao real. Há pouco, a moeda norte-americana registrava queda de 0,79%, negociada a R$ 1,873 na venda.

As taxas dos contratos de DI futuro também acompanham a maior instabilidade nesta tarde e são negociadas na BM&F Bovespa sem tendência homogênea, pendendo entre altas, baixas e trajetórias estáveis.

Ibovespa mantém-se em alta
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta alta de 1,61% nesta tarde e atinge 63.772 pontos. O volume financeiro é de R$ 5,180 bilhões.

Continua depois da publicidade

O principal destaque positivo fica com as ações ordinárias da Fibria (FIBR3), que registram valorização de 5,46% e são cotadas a R$ 34,37. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -12,07%.

 As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 FIBR3 Fibria ON 34,37 +5,46 -12,07 24,72M
 GFSA3 Gafisa ON 24,43 +5,26 -13,49 24,17M
 CESP6 Cesp PNB 25,30 +4,76 +5,29 17,08M
 RSID3 Rossi Resid ON 13,95 +4,10 -8,82 12,50M
 CYRE3 Cyrela Realty ON 21,91 +3,84 -10,57 35,46M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Continua depois da publicidade

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 RDCD3 Redecard ON 25,30 -1,71 -12,76 14,77M
 LAME4 Lojas Americanas PN 12,45 -1,19 -19,83 19,76M
 NATU3 Natura ON 32,73 -1,12 -9,86 14,99M
 BTOW3 B2W Varejo ON 35,82 -0,50 -25,06 11,62M
 TLPP4 Telesp PN 40,12 -0,45 -7,85 2,98M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)