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SÃO PAULO – O UBS Pactual afirmou em relatório divulgado nesta terça-feira (28) que considera que o recente rali dos preços de celulose não representa uma recuperação sustentável e que espera por preços modestos ao longo do quarto trimestre do ano.
Os analistas permanecem cautelosos quanto ao setor, acreditando que as ações das empresas estejam descontando uma significativa melhora no preço da celulose, considerada improvável por eles. Os níveis operacionais estão muito baixos e o aumento dos preços faz com que linhas ociosas retornem ao mercado, avaliam.
Ademais, o UBS não acredita que o nível de pedidos realizados pelos chineses é sustentável: “na nossa visão, a demanda chinesa é muito sensível aos preços”, afirma. Para a instituição, há uma desconexão entre os pedidos e a demanda da China, considerando que a produção do setor varia entre zero e 5%, “significativamente abaixo do crescimento de 40% das importações de celulose”.
As projeções avaliam que haverá uma diminuição ou mesmo uma pausa nas compras para estoque, na medida em que o mercado passará a liquidar os materiais estocados a preços mais baixos, além da retomada de operações de linhas ociosas.
Real e recomendações
Segundo os analistas, ao final de 2009 o dólar será equivalente a R$ 1,90 e deverá passar para R$ 1,85 no próximo ano. Assim, eles analisam que o fortalecimento da moeda brasileira é negativo para as margens operacionais de produtores do País e se mostram preocupados quanto à redução das dívidas, já que o fluxo de caixa permanece reprimido por preços menores.
Desta maneira, o UBS reitera a recomendação de “sell” (venda) para Votorantim Celulose e Papel (VCPA4), Aracruz (ARCZ6) e Klabin (KLBN4). Ademais, a corretora classifica os papéis da Suzano (SUZB5) como “neutral” (neutro).
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Veja as mudanças nos preços-alvo
| Companhia | Anterior | Atual |
| VCP | R$ 12,00 | R$ 17,00 |
| Aracruz | R$ 1,70 | R$ 2,30 |
| Suzano | R$ 14,90 | R$ 20,00 |
| Klabin | R$ 2,85 | R$ 2,85 |