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SÃO PAULO – Os mercados globais apontam para nova sessão de perdas nesta quarta-feira (13), reforçando o movimento de ajuste. O dia é repleto de destaques corporativos e traz importantes indicadores econômicos nos EUA.
Na Europa, os resultados das seguradoras ING e Allianz pressionam os negócios, assim como a multa de € 1,04 bilhão sobre a Intel concedida pela União Européia. Internamente, continua sob o foco dos investidores a temporada de balanços corporativos.
Contudo, é grande a expectativa entre investidores pela divulgação de dados sobre as vendas no varejo e estoques de companhias norte-americanas, ao passo em que analistas acompanham o crescimento abaixo do esperado da produção industrial na China.
O anúncio traz certa decepção à expectativa de analistas da Sul América Investimentos. “Apesar de haver espaço para realização na semana, entendemos que os indicadores da China poderão trazer sustentação ao atual movimento de alta, caso venham melhor do que esperado”, afirmaram.
Noticiário corporativo
A seguradora Allianz registrou queda de 97% em seu lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, ao passo em que sua concorrente Alemã ING divulgou perdas maiores que o esperado no período, de € 739 milhões.
Já no setor automobilístico, a companhia Ford conseguiu levantar US$ 1,4 bilhão por meio de oferta de 300 milhões de ações. De acordo com a empresa, os recursos serão utilizados para procedimentos corporativos gerais.
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Também ganha destaque o anúncio realizado pela japonesa Toyota de que sua produção será cortada em 28%, a fim de ajustar-se à redução global da demanda por automóveis.
Perspectivas
As principais bolsas no exterior vivem novamente uma sessão marcada pela realização dos ganhos acumulados no recente rali. Tanto os índices futuros em Wall Street, quanto os indicadores de referência no plano europeu operam em baixa, trazendo desânimo aos investidores no plano doméstico.
Na última sessão, o Ibovespa registrou queda de 1,28%, atingindo 50.325 pontos. “A possibilidade de realização das bolsas é um fato esperado, já que vários riscos persistem, como a economia não apresentar o vigor que se espera nos próximos meses”, reforçaram analistas da corretora SLW.